Logo após ser eleito presidente da Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados, o brasiliense Alberto Fraga (na foto ao lado do antecessor Sanderson) prometeu que “nosso trabalho pela Segurança Pública do nosso país seguirá ainda mais forte. Isso, para ele, tem um sentido: “a esquerda e a bandidagem terão muito mais trabalho daqui para a frente”. Passado esse momento mais duro, porém, Fraga acenou com o diálogo.
Na tarde desta quinta-feira, 7, já empossado no cargo, Fraga anunciou que se reunirá com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e que irá convidá-lo para uma audiência no colegiado. “Dia 13 já terei uma reunião com o ministro da Justiça. Vamos convidá-lo para uma audiência na comissão. Nosso objetivo é ajudar. Não somos os donos da verdade, mas a comissão conta com parlamentares qualificados que querem ouvi-lo”, resumiu.
Fraga reconhece que a Comissão de Segurança costuma atuar de forma bastante uníssona, até por que é composta principalmente de deputados originários da área, como policiais, militares e procuradores.
“Mas isso apenas nos leva a trabalhar em conjunto por uma causa comum, que é chegarmos a leis mais eficientes para garantir a segurança urbana”. E, em mais um aceno à moderação, disse que, como presidente, pretende abrir diálogo, “pois não queremos resolver tudo a ferro e fogo”.
Combate ao crime organizado e controle de armas
Segundo Alberto Fraga, o objetivo da comissão é tratar sobre medidas contra a expansão do crime organizado no País e sobre o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que tornou mais rígido o controle de armas ao regulamentar o Estatuto do Desarmamento. O decreto foi publicado em julho de 2023.
“Queremos debater vários assuntos, inclusive sobre a expansão do crime organizado. Em relação ao decreto de armas, sabemos que a política do PT é o desarmamento. Mas vamos tentar convencer que existe um excesso com essa medida, que prejudica os comerciantes e os CACs, os caçadores, atiradores e colecionadores Vamos mostrar vários pontos a ele”.
Mesmo assim, após eleito Fraga criticou o decreto do presidente Lula que torna mais rígido o controle de armas no País ao regulamentar o Estatuto do Desarmamento.
“Vou dizer ao ministro da Justiça que o decreto massacra os comerciantes. É um absurdo o que estão fazendo com os CACs, que estão sendo marginalizados. Se não tiver diálogo, vamos fazer o que tem de ser feito”, afirmou.