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Do Alto da Torre

Cláudio Abrantes engrossa fileiras da oposição

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O deputado distrital Cláudio Abrantes anunciou ontem, na tribuna da Câmara Legislativa, que se desfiliou da Rede e, agora, faz oposição a Rodrigo Rollemberg. Em discurso, ele disse que o Executivo não faz o mínimo esforço para atender às demandas dos servidores – “pelo contrário, ainda persegue”. E citou a falta de compromisso e a recusa da atual gestão de enviar mensagem ao Governo Federal para garantir a paridade entre a Polícia Civil e a Polícia Federal. “Minha luta foi digna, leal, verdadeira e transparente pelos servidores públicos”, disse ele, que é originário da Polícia Civil do DF.

Sem cargos

Aos “poucos indicados”, Abrantes disse que já determinou que se coloquem à disposição. E citou até Guimarães Rosa, para dizer que “o que a vida quer da gente é coragem”. Os compromissos com ele e com a categoria da qual faz parte não foram cumpridos por Rollemberg, a exemplo de outras promessas de campanha, que ele citou da tribuna. “O governador recebeu várias vezes a Polícia Civil, fez promessas, compromissos, propôs datas e, todas as vezes, não cumpriu com a palavra. Onde não há compromisso, não tem como haver uma relação de apoio”, disse.

Sem partido

Para não causar “constrangimento” ao partido, o deputado disse que preferiu se desfiliar da Rede. E garantiu que não há qualquer negociação ou convite para filiação em outra legenda. “Ficarei sem partido momentaneamente”, disse.

“Oba!”

Um sonoro e empolgado “Oba, isso é bom” pode ser ouvido no Plenário, durante o anúncio de Abrantes na tribuna. Era de Chico Vigilante (PT).

Nada muda

Para o governo, o anúncio foi apenas a efetivação do que já vinha ocorrendo na prática. E que, por trás da decisão dele, teria uma nova opção político-partidária-eleitoral.

Registro

A deputada distrital Liliane Roriz usou a tribuna da Câmara Legislativa para lamentar três perdas na política: Gustavo Ribeiro, um dos fundadores do PSDB no DF; Wayne Faria; e Valfredo Perfeito. “É com muito pesar que recebo essas notícias. Valfredo foi administrador de Samambaia e do Paranoá no governo do meu pai; Gustavo Ribeiro foi secretário, também em governo de Joaquim Roriz; e Wayne era um grande colaborador e amigo nas gestões de meu pai. A política perde grandes nomes”, disse.


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