Tanto a direção do PSB quanto os aliados brasilienses do ex-interventor Ricardo Cappelli apostam suas fichas em que sua campanha pelo Buriti irá até o fim.
O ex-senador Cristovam Buarque, filiado agora ao PSB e candidato a deputado federal, ainda defende uma aliança com o PT, o que pressuporia a ação da cúpula petista, ou seja, do Palácio do Planalto.
Já ocorreu no Rio Grande do Sul, onde o PT forçou a retirada de seu candidato Edegar Pretto para favorecer Juliana Brizola, do PDT, que está à frente nas pesquisas e constitui a maior esperança de enfrentar o favoritismo do bolsonarista Luciano Zucco.
Os defensores de Cappelli garantem que a ofensiva de seu candidato sobre as cidades brasilienses – ele mantém a promessa de morar ao menos uma semana em cada uma delas até a eleição – está dando certo e garantindo consistência à sua candidatura.
Para isso, pesa também a convicção de que o PT não votará nos nomes do PSB, como o próprio Cristovam, o que reforçaria a candidatura de Cappelli.
Nomes para o Senado
Hoje, a chapa majoritária do PSB está em aberto.
O partido conta com nominatas fortes para deputado federal e distrital, mas ainda espera uma palavra final do PT para fechar os cargos majoritários.
Mas tem muita gente pensando nisso.
Já se falou no ex-senador José Antonio Reguffe para voltar ao cargo, mas ele ainda não se definiu.
Cristovam pensa no ex-deputado Augusto Carvalho, que já disputou o Senado.
O lançamento de outros integrantes de uma chapa majoritária teria o condão de enfraquecer não apenas o candidato petista ao Buriti, Leandro Grass, mas as duas postulantes ao Senado, Érika Kokay, do PT, e Leila Barros, do PDT, que já enfrentam Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e Ibaneis Rocha.