Com apenas dois senadores – chegou a ter 17 nos tempos de Fernando Henrique Cardoso – o PSDB hoje liderado pelo brasiliense Izalci Lucas ficou a um passinho de perder o gabinete de sua liderança, com todos os funcionários a ela vinculados.
É que o regimento do Senado exige ao menos três cadeiras para que um partido tenha a estrutura de liderança.
Com a surpreendente saída de Mara Gabrilli, que nasceu e se criou no partido, seguida pelo sergipano Alessandro Vieira, o PSDB ficou apenas com Izalci e o amazonense Plínio Valério, presidente regional em seu estado. Era uma corrida contra o relógio, pois o prazo para se extinguir a liderança terminaria esta semana.
Os tucanos só foram salvos pela adesão, nos últimos minutos, do senador Marcos do Val, emprestado pelo Podemos do Espírito Santo.
Alternativas em jogo
O próprio Izalci já recebeu convites de outros partidos. A principal alternativa seria o PL, a que o senador já pertenceu. Também fica no ar a proposta do União Brasil. Izalci mantém conversações. Mas as duas hipóteses parecem improváveis.
Veterano e ágil, Izalci sabe que precisa de um partido para chamar de seu. O PL está agora nas mãos da deputada Bia Kicis, que não gosta de ceder espaço e conta com uma grande coorte bolsonarista. Já o União Brasil é reconhecidamente pouco confiável.
Que o diga o antigo colega de Izalci no Senado, José Antonio Reguffe. Convidado com pompa e circunstância para disputar a reeleição pelo União, acabou escanteado e com a proposta – que recusou de forma altiva – de disputar vaga de deputado federal para engordar os votos, e o cofre, na nova legenda. É melhor ficar mesmo no PSDB, agora com a liderança recomposta.