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Do Alto da Torre

A política vista Do Alto da Torre

FAC eleva crise na CLDF; nova distrital; a batalha entre Izalci e Flávia Arruda; comissão de olho em licitação; controle de armas; CEB; tudo isso e muito mais Do Alto da Torre

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Lucas Valença
lucas.valenca@grupojbr.com

Vitória de pirro I
Abalado com as exonerações das indicações na secretaria da Cultura na semana passada, o líder do governo na CLDF, deputado Cláudio Abrantes (PDT)(foto), tem se fechado em copas depois que o edital do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) foi anulado por canetada do Executivo local. O fato reflete o descontentamento da base aliada na Câmara, que questiona o compromisso do governo com os interessas da Casa legislativa. Um distrital argumentou:

“Se o líder, que é fiel à atual gestão, é punido por não fazer nada, como que ficarão os demais pares?”.


Vitória de Pirro II
Com os recursos do FAC, a intenção de Ibaneis é entregar, até o aniversário de 60 anos de Brasília, a reforma da sala Martins Pena do Teatro Nacional. Símbolo arquitetônico da cidade, a obra do icônico Oscar Niemeyer está fechada desde 2013. Para tentar resolver a situação, parte da bancada federal concordou em destinar R$ 40 milhões em emendas ao monumento, só que o simbolismo tem prazo e o prazo é curto. “Intransigência”, acusa um outro deputado.


Vitória de Pirro III
É uma faca de dois gumes. Caso o governo desista de retirar os R$ 20 milhões do FAC, demonstrará que cedeu às pressões. Caso persista no impasse, aliados entendem que será uma “vitória de Pirro”, ou seja, um desgaste imenso para um retorno pouco. Algo é certo: os recursos poderiam ter sido retirados de outro lugar.


Início turbulento
Recém empossada, a distrital Kelly Bolsonaro (Patriotas)(foto), começa a trabalhar com a equipe do ex-deputado Daniel Donizet (PSDB), que assumiu o comando da Administração Regional do Gama. Como o tucano é titular da cadeira, a qualquer momento terá o direito de retornar ao posto. Assim, a nova integrante deve acabar ‘respeitando’ os atuais postos para impedir um possível retorno antecipado do colega.

 

Início turbulento II
A decisão de Donizet não foi muito aconselhada por colegas, que vislumbraram poucos votos na região do Gama. É verdade que cidades como Ceilândia ou Taguatinga são disputadas por políticos que querem se projetar nacionalmente. No cálculo dos políticos, uma boa gestão pode chegar a conquistar 1/10 do eleitorado local. No Gama, no entanto, a quantidade de votos almejados seria em torno de 4 mil, número considerado pequeno para uma ambição até local. Soma-se a isso, a perda de visibilidade em outras localidades do DF. “Não deve durar muito”, disse à coluna um correligionário.


Ausência
Com quase cinco meses de mandato, considerando que os congressistas tomaram posse em fevereiro, a bancada federal do Distrito Federal é a única da Federação que ainda não designou um líder para conciliar os interesses junto ao governo local. A ausência de comando não é por acaso. No cafezinho do Congresso, se comenta que a disputa entre a deputada Flávia Arruda (PR) e o senador Izalci Lucas (PSDB), estão no centro da indecisão.

 

Multiplicador

detran

Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília


Cuidado, governador. A Comissão de Fiscalização e Controle da CLDF está de olho na licitação de manutenção dos semáforos pelo Detran. A derrubada da primeira concorrência, no valor de R$ 7 milhões, levantou suspeitas, já que a segunda licitação elevou o valor para mais de R$ 120 milhões, 17 vezes mais. Na última reunião, a presidente do órgão, deputada Jaqueline Silva (PTB), conduziu a emissão de um requerimento para “cobrar maiores explicações”. A resposta alivia o governo, porque, se responder ao requerimento, evita que um de seus integrantes seja convocado para prestar esclarecimentos.

Mãos ao alto
O controle das armas das forças de segurança do DF por meio de chip está sendo estudada pelo gabinete do líder da minoria, Fábio Felix (Psol). A minuta produzida, e recebida com exclusividade pela coluna, estabelece que os próprios fabricantes se adaptem às regras “mais rígidas de controle” para evitar que o artefato chegue às mãos de bandidos. A intenção é evitar custo ao erário. O PL deve ser protocolado esta semana na Casa. Além dos cinco votos da minoria, já garantidos, os defensores do PL querem contar com o voto de três evangélicos da Casa.

Esporte será beneficiado
A destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares à secretaria de Esportes pelo distrital e vice-presidente da CLDF, Rodrigo Delmasso (PRB), se diferencia por privilegiar uma área que acaba sendo pouco beneficiada com emendas. Geralmente, os recursos disponíveis pelos deputados são destinados à saúde e à educação. Os representantes de primeiro mandato têm direito a R$ 11 milhões do orçamento do DF para destinarem. Já os sete que foram reeleitos contam com R$ 19 milhões.

CEB é o alvo


Na mira do GDF, a privatização da CEB vem sendo cogitada nas últimas semanas. A coluna teve acesso à situação da companhia que conta com uma folha de pessoal gorda. Os salários se mostram razoáveis, mas as dezenas de benefícios multiplicam os valores pagos aos servidores. O prazo é curto, já que os prejuízos podem chegar a aproximadamente R$ 60 milhões ao mês, segundo fontes ligadas ao Buriti. Caso a empresa não melhore sua condição fiscal, em agosto a Aneel poderá retirar dos brasilienses o controle da CEB. Metas como a de ligações dos sistemas fotovoltaicos não têm sido cumpridas.

Divisão interna
Anunciado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), as privatizações ainda dividem técnicos no Buriti. Muitos se mantém firmes contra a gestão privada. Outros, no entanto, defendem formas diferentes de se implementar o modelo de gestão privado. A pressão está sobre a secretaria de Projetos Especiais, comandada pelo gestor Everardo Gueiros. Uma coisa é certa, as possíveis privatizações ainda prometem gerar muito debate e agitar ânimos.


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