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“RW3SULRREIÇÃO” – UMA NOVA AVENIDA

Ao contrário da grafia do título, governo e empreendedores acertaram na iniciativa de revitalização da avenida histórica

André Perotto & Alfredo Moreira

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Ela já foi considerada por muitos como o coração de Brasília. Estamos falando da 3ª avenida paralela ao eixo rodoviário, no lado oeste da Asa Sul, a famosa W3 SUL.  É essa mesma a origem do seu nome, e o “W” vem  de West – oeste em inglês. 

Ao longo de sua história, a avenida já foi palco de desfiles de carnaval e também a casa dos melhores restaurantes e comércios de Brasília. Já foi chamada de Champs Élysées da Capital (em referência à luxuosa via francesa), afinal a avenida era o ponto de encontro da sociedade brasiliense e onde estavam localizadas as mais importantes lojas da cidade. Pegando um exemplo mais nacional, poderia ser a Oscar Freire do Cerrado.  🙂

w3 sul

Nos últimos anos, em meio ao crescimento horizontal multinucleado do DF, acompanhado da concentração populacional e do desenvolvimento comercial das regiões administrativas, a W3 Sul teve o seu papel histórico desarticulado e viveu um esvaziamento, de cortar o coração de qualquer um que ama nossa cidade. 

O comércio se enfraqueceu e veio o fechamento de muitas lojas e restaurantes, alguns históricos. O movimento durante a semana ficou para os carros e aos finais de semana fica praticamente deserta. Atravessar a W3 Sul significa ver um aglomerado crescente de portas de metais abaixadas, pichações e vazios, certamente cortados pelas lembranças dos anos de apogeu da via.

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Hoje, para nossa imensa alegria, a W3 Sul aponta que novos tempos estão chegando.
Em meio a um momento tão desafiador, governo e iniciativa privada se unem para revitalizá-la. Ao que tudo indica, logo turistas e comunidade poderão viver novamente os dias de glória idealizados por Lúcio Costa. 

Estão preparados para um spoiler? A proibição de veículos será aos sábados das 14h às 22h  e não aos domingos como atualmente. O atual bloqueio, tem como objetivo evitar aglomerações no eixão. Agora tudo faz ainda mais sentido né?!

Na concepção original, Lúcio Costa pensou uma W3 Sul  recheada de opções de mercados, barbearias, garagens, oficinas, floriculturas e tudo o que a comunidade precisasse. A faixa hoje ocupada por casas das quadras das 700´s, era pra ser hortas e pomares, por exemplo.

O projeto de revitalização da avenida começou em 2019 pela atual gestão do Governo do Distrito Federal, em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). 

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A proposta é remodelar as vias W2 e W3 Sul, com reorganização dos estacionamentos, paisagismo e arborização, revitalização dos becos entre os blocos, recuperação e troca de piso das calçadas, a troca da iluminação, a pintura de sinalização. Enquanto  o GDF  arca com a melhoria dos espaços públicos, os lojistas se comprometeram a reformar e padronizar as fachadas das lojas. 

E é nesse contexto que surgiu o Infinu, um projeto incrível, que comprou a idéia de revitalização e resolveu impulsionar essa nova fase da avenida. A comunidade criativa conta com restaurantes, escritórios, lojas e espaços de convivência é encabeçado por uma das mentes mais criativas desta cidade, Miguel Galvão (idealizador do famoso PicNiK), junto com seu sócio Ernani Pelúcio.  

O nome da comunidade criativa significa plantas que curam, por isso que tem verde para todo lado, inclusive abraçando o prédio. Segundo Miguel, a proposta foi criar um espaço acolhedor para seus visitantes. Um verdadeiro refúgio no meio da cidade.

Agora a 506 Sul tem o beco mais charmoso de Brasília e abriga representantes de peso da economia criativa. A camisetaria Verdurão, os restaurantes Loca como tu Madre, Antonieta e Comedoria Sazonal são alguns dos nomes que vocês verá por lá, junto com cervejas mundiais e artesanais locais que também têm espaço de destaque.

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Entrando no prédio você terá um Mercadinho Colaborativo, onde  se poderá comprar frutas, verduras, legumes e frios de produtores locais.

No subsolo surge um espaço único, uma loja colaborativa com produtos de diferentes criativos, divide um salão com mesas, convidativas para um bom bate-papo. Só não será possível conversar muito em dias de show, pois essa galera construiu um palco que será com certeza um divisor de águas em Brasília. Miguel têm um faro musical como poucos no Brasil. O salão também poderá ser locado para eventos privativos. 

Subindo alguns degraus, a comunidade conta com 8 salas comerciais que abrigarão empreendedores de vários segmentos. No outro extremo uma área dedicada para a tatuagem. O espaço terá tatuadores (as) residentes e sempre alguns visitantes. 

Ainda não acabou, o rooftop é cereja do bolo, tivemos o prazer de conversar com o Miguel vendo um pôr do sol lindo na W3.  O terraço com certeza será cenário de muitas trocas de conhecimentos e berço de novos projetos. Esse espaço também é possível alugar.

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Miguel Galvão contemplando o pôr do sol na w3…

Seria muito interessante que cada beco ser um espaço para um público diferente. A avenida voltaria a ser movimentada. Vale ainda mencionar que nos últimos anos o DF foi palco do nascimento de muitas startups, projetos de tecnologia e empresas focadas em atividades digitais. 

Deixamos aqui um caminho  que já discutimos há muitos anos: a possibilidade do governo criar um programa de incentivo fiscal e de crédito para que empresas de tecnologia, digitais e da área criativa se instalem na W3 Sul. Isso traria movimento para a região, fortalecendo o comércio e fazendo justiça aos investimentos recentes, afinal, não existe revitalização sem pessoas. 

Com certeza poderia ser uma parceria entre governo, universidades a iniciativa privada. A exemplo do Porto Digital, de Recife, considerado um dos principais parques tecnológicos do Brasil. Instalado no centro histórico do Bairro do Recife e em outros bairros adjacentes, o  projeto vem colaborando, desde a fundação em 2000, significativamente para a  requalificação de forma acelerada em termos urbanísticos, imobiliários e de recuperação do patrimônio histórico edificado. Até agora já foram restaurados mais de 84 mil metros quadrados de imóveis históricos em toda a extensão territorial do parque tecnológico. 

Brasília clama por lugares como esses. Precisamos também nos mobilizar para modernizar o regramento da cidade e desatar nós que impedem novos empreendimentos, como esse em outros pontos da cidade. A legislação de ocupação do Plano Piloto é da década de 1960 e nem mesmo reconhece muitas das atividades econômicas atuais.

Sempre respeitando a história e o tombamento, não temos dúvidas que nós  podemos fazer de Brasília a capital da economia criativa. O principal ativo nós já temos que são os talentos de artistas, as mentes criativas e ímpeto de uma geração de novos empreendedores. 

Com certeza, em breve, quando tudo isso passar, vamos poder turistar dentro da nossa própria cidade, para “re”conhecer uma nova W3 Sul.

A revitalização entra na reta final. O Infinu já está funcionando em sistema de delivery e drive-thru. Não podemos dizer que está inaugurado, porque temos certeza que a festa vai ser épica, afinal, estamos falando de Miguel Galvão e da turma do Picnik.

Por enquanto, se puder, #fiqueemcasa e depois #vemprocerrado.

Contatos: https://www.infinu.com.br/

 


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