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Brasília: 61 anos! Força e esperança para os 4 cantos do DF.

Brasília comemora seus 61 anos de existência, passando seu segundo aniversário em meio à pandemia do corona vírus.

Sem dúvidas vivemos um dos períodos mais desafiadores de nossas vidas aqui no quadradinho. Nosso DDD será igual a nossa idade por 1 ano, piadinha pronta né?

Desafiador para cada cidadão do DF, cada um na sua medida. Para os profissionais de saúde (que fique aqui registrada toda a nossa gratidão). Para os empresários e empreendedores que estão lidando com mais de um ano de instabilidade no fluxo dos seus negócios, consumindo seu patrimônio ou endividados, quando conseguem linhas de crédito. Para os trabalhadores que se arriscam diariamente saindo de casa, enfrentando o transporte público lotado, tudo para garantir o sustento. Para os que perderam o emprego e estão lutando por uma oportunidade. Para os professores e alunos, que sofrem com o desafio das aulas virtuais e as tentativas de retorno às aulas, em meio a segunda onda.

Lutas e desafios estão no nosso DNA! Brasília foi construída sobre os ombros de gigantes, milhares de candangos que para cá vieram e milagrosamente tiraram do papel o audacioso projeto de JK. Milhares de anônimos que literalmente ergueram Brasília e que aqui deixamos nossa admiração e respeito. Candangos (com muito orgulho) que com seu suor e garra subiram as colunas de concreto que tornam a nossa cidade maravilhosa.

Em meio a esse cenário não cabe nem mesmo reclamar. Temos que lutar e agradecer pelas nossas vidas. Honrar os que partiram e continuar a missão. Chegou a nossa vez de lutar pelo DF,  pela cidade e pelo bem comum. 

Que momento, que fase vivemos! Talvez jamais imaginada até pelas mais criativas mentes.

Um período de desconstrução, total ruptura com todo o normal. Tudo o que estávamos acostumados caiu por terra, a nossa rotina desmoronou, do dia para a noite. Nossas relações familiares, profissionais e com a nossa cidade foram completamente abaladas. 

No meio dessa loucura o nosso jeito de se relacionar com Brasília foi transformado. Tivemos que reinventar nossas vidas e nossas atividades, para aproveitarmos com segurança e mantermos minimamente a saúde mental. 

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Atividades ao ar livre acabaram sendo bem-vindas, com distanciamento e sem aglomeração. Uma saída é aproveitar espaços públicos e a natureza. Ao menos essa foi a nossa perspectiva aqui na coluna. Mais do que aproveitar a cidade, curtir todo o DF e a região do cerrado 

Fizemos muitas atividades ao ar livre, buscando paisagens e vistas incriveis, passeios de bike e voltas de carros criando as mais diferentes rotas.  Como um dia que fizemos, uma rota que chamamos de “Igreja a Igreja”, proposta pelo nosso amigo Anderson Camelo, historiador e apaixonado por Brasília. Saímos da Capela São Francisco de Assis/Paróquia São Miguel Arcanjo – Recanto das Emas, uma igreja com paisagem linda e fomos até Santuário da Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt, próxima à Torre Digital, com um vista panorâmica de todo o DF. Que passeio! 

E é com esse espírito que pensamos em uma comemoração um tanto peculiar para os 61 anos de Brasília. Resgatamos um projeto chamado Expedição 4 Cantos, de 2014, que infelizmente como muitas iniciativas do turismo aqui no DF, não teve continuidade. 
Associando história, educação ambiental, turismo, esporte, cultura e incentivo a pesquisas, a proposta dividia-se em quatro rotas de exploração fora do Plano Piloto. Todas elas partiam da Ermida Don Bosco considerado o marco zero, em direção aos pontos extremos do Distrito Federal. Um projeto muito bem idealizado, mas que infelizmente não teve sequência.

O nosso desafio será ao longo das próximas semanas fazer as quatro rotas propostas e passar literalmente pelos quatro cantos do DF.  Nossa ideia é compartilhar com você como foi cada uma e o que tem de interessante. No projeto inicial as rotas seriam: 

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1º Quadrante:  Noroeste – uma Rota Cívica passando pelos principais monumentos de Brasília. 

2º Quadrante: Nordeste – Rota Mística, trajeto que visita a Rota do Cavalo, Cachoeira do Pipiripau, Vale do Amanhecer e Morro da Capelinha.

3º Quadrante: Sudeste – Rota Rural – que passa pelas zonas de produção agrícola do DF e chega à fronteira com MG. 

4º Quadrante: Sudoeste – Rota Urbana, que passa por restaurantes, feiras e pontos de gastronomia. 

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Faremos de carro, de bike, caminhando… tudo para descobrir e redescobrir as maravilhas do nosso “quadrado”, celebrar seus 61 anos, da única forma possível: sem aglomeração e seguindo os protocolos de segurança. 

Uma forma de honrar o legado deixado por todos aqueles que para cá vieram para lutar e  concretizar seus sonhos e que  colaboraram, cada a seu modo, para construir nossa Brasília, o nosso Distrito Federal! Seguimos movidos pela esperança de dias melhores.

Fotos do texto: Alexandre Perotto – @perotto

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