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Um breve guia de como usar um festival a seu favor

Pasta Week foi a desculpa perfeita para se deliciar em ótimos restaurantes da cidade

Por Max Cajé 03/11/2023 12h59
Foto: Max Cajé

O Pasta Week foi o pontapé inicial para um tour inusitado, visitando casas bem diferentes, mas com pontos em comum. Acompanhado da influenciadora e nutricionista Juliana Braga e de nossa ex-colunista JBr Lulu Peters, tive como primeira parada o Gran Bier, localizado no Pontão do Lago Sul. Como mencionei na coluna passada, reitero a qualidade do preparo, o tamanho da porção e o preço da casa, atributos encontrados não só no prato do festival em questão, mas também em todas as opções do cardápio deles, que vai desde um excelente buffet de almoço self-service até uma seleção de petiscos perfeitos para um happy hour à beira-lago.

O Sagrado Mar e o Taypá, também comandados pela empresária Ivone Carvalho, mas com cardápios assinados pelo renomado Marco Espinoza, foram as escolhas seguintes. Para começar, conhecemos uma entrada da casa especializada em frutos do mar, que já se tornou queridinha na primeira prova: mexilhões defumados ao molho de cerveja. A porção pode ser tranquilamente compartilhada para começar um almoço ou jantar de alta qualidade, com um sabor marcante, mas não enjoativo, e com as notas de cerveja bem equilibradas. Quanto ao Taypá, por que arriscar? Optamos pelo ceviche apenas para comprovar que a consistência do time que continua ganhando está em dia.

Mexilhão do Sagrado Mar. Foto: Max Cajé
Massa do Taypá. Foto: Max Cajé
Massa do Sagrado Mar. Foto: Max Cajé

No Pasta Week, o Sagrado oferece um canelone de bacalhau ao molho de alcaparras e alho negro, acompanhado de uma farofinha de panko que proporciona uma textura e uma graduação de sabores que se alternam à medida que você saboreia o prato, sem deixar o peixe dominar por completo, por apenas R$ 59. Já o Taypá surpreendeu com um agnolotti recheado com creme de pato, com lascas do mesmo, ao molho denso, farofinha e raspas de laranja caramelizada, por R$ 89. O pato não é das proteínas mais fáceis de trabalhar, e dar a ele um toque mais suave, quase uma releitura do clássico molho de laranja que o acompanha, foi uma excelente escolha para dar um refresh à receita.

O tour gastronômico se encerrou com chave de ouro no Le Birosque, na 408 Sul. Ali, pude observar de perto o empenho e dedicação do chef Luiz Trigo com detalhes que vão desde os insumos e o pré-preparo à finalização das receitas. Não se engane, a fama que acompanha o selo desde a Quituart não é à toa. Ela foi conquistada através de muito treino, técnica, testes, idas e vindas, e, claro, um amor incondicional pelo que a carne de porco pode ser em um restaurante de alto nível. E quando digo “alto nível” não me refiro ao ambiente pedante, à equipe apática e aos preços astronômicos. Falo mesmo da execução da comida.

O petisco Três Porquinhos traz uma porção de linguiça caipira levemente picante, torresmo crocante e carne de sol de lombo suíno que é simplesmente viciante. É daqueles petiscos que acabam e você quer pedir de novo, de novo e de novo.

No Le Birosque, tínhamos duas opções para o festival: Espaguete bêbado (linguiça calabresa flambada na cachaça, molho de tomate artesanal, pangrattato e crocante de cebola roxa) por R$ 49; e o Penne com berinjela empanada, molho de tomate artesanal, ricota de búfala, raspas de limão siciliano e hortelã, também por R$ 49. Esta última opção é uma alternativa vegetariana do cardápio fixo da casa. Pela primeira vez na breve história desta coluna, minha preferência foi pelo prato vegetariano, mas isso aconteceu talvez apenas pelo fator surpresa de quão saborosa e crocante estava a berinjela.

Massa do Le Birosque. Foto: Max Cajé
Massa veggie do Le Birosque. Foto: Max Cajé
Petiscos do Le Birosque. Foto: Max Cajé

O Pasta Week vai até este domingo (5), mas as outras opções de entradas e petiscos de todas as casas citadas estão disponíveis a qualquer dia e valem uma visita sem medo de errar.

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