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General de Moro vira lobista do cartel de distribuidoras de combustíveis

Por Leandro Mazzini 21/06/2021 2h08
Foto: Reprodução

Após contratar como presidente o general Guilherme Teophilo, estrela do ministério de Sergio Moro como secretário Nacional de Segurança Pública, o Instituto Combustível Legal pressiona parlamentares para atacar grandes devedores no setor, incluindo nos Estados. 

Acontece que a maior devedora, mesmo fora do setor, é justamente a ‘menina do olhos’ do Governo Bolsonaro: a estatal Petrobras. Em São Paulo a petroleira lidera, com débitos de R$ 3,6 bilhões; e no Rio ela é campeã, com incríveis R$ 9,4 bilhões.

O instituto, apesar do nome bonito, nada mais é do que a vitrine de lobby das grandes distribuidoras de combustíveis (BR Distribuidora, Ipiranga e Shell) contra os postos ‘bandeira branca’ – e , pelo visto, contra uma de suas patrocinadoras, a Petrobras.

O movimento, por coincidência, acontece justamente quando o Governo Bolsonaro deu sinal verde para a Agência Nacional de Petróleo abrir o mercado para os donos dos postos.

Mesmo com contrato com grandes distribuidoras, os postos poderão fornecer combustíveis de outras bandeiras mais baratas, em mudança que deve ser implementada até o fim deste ano. Isso acaba com o oligopólio no setor.






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