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“A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” traz prelúdio elegante de vilão de “Jogos Vorazes”

Prequel da franquia iniciada em 2012 , chega às telonas nesta quarta-feira (15)

Por Tamires Rodrigues 15/11/2023 12h00
Foto: Divulgação/Paris Filmes

 

As maiores bilheterias dos últimos 10 anos, são formadas por continuações, prequels, reboots e spin-offs. Hollywood está fadada a franquias que tentam ao máximo se reinventar, algo que pode muitas vezes não ser relevante ou ter pelo menos uma justificativa plausível para um lançamento. Contudo, muitas vezes pode ser algo relativamente positivo. Nesta quarta-feira (15), estreia Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”, prelúdio da história original que conta de maneira elegante o surgimento do vilão Coriolanus Snow. 

Antes de Katniss Everdeen, sua revolução e o envolvimento do 13 distrito, houve o Presidente Snow, ou melhor, Coriolanus Snow. “A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” é a história do ditador de Panem antes de chegar ao poder. Anos antes, Coriolanus vivia na capital, nascido na grande casa de Snow, que não anda muito bem em popularidade e financeiramente. Ele se prepara para sua oportunidade de glória como mentor dos Jogos. O destino de sua Casa depende da pequena chance de Coriolanus ser capaz de encantar, enganar e manipular seus colegas para conseguir mentorar o tributo vencedor. Foi-lhe dada a tarefa humilhante de mentorar a garota tributo do Distrito 12, Lucy Gray Baird. Os destinos dos dois estão agora interligados – toda escolha que Coriolanus fizer terá consequências dentro e fora do Jogo. Na arena, a batalha será mortal e a jovem terá que sobreviver a cada segundo. Fora da arena, Coriolanus começa a se apegar à Lucy, mas terá que ter cuidado com cada passo que der.

Foto: Divulgação/Paris Filmes

O que se espera dessa nova produção? Um amor adolescente, distopia, violência, uma boa trilha e questões políticas. Dentro do que é esperado ele acerta, se na franquia original protagonizada por Jennifer Lawrence o foco principal era resistir ao fascismo e lutar pela liberdade, o ponto principal do prequel é justificar decisões tomadas com base no sofrimento. 

E mesmo com toda a saturação de sequências em Hollywood o novo longa, pode até se destacar pelo tempo do último lançamento da franquia “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”, lançado em 2015 e pelo fato de contar a origem de um vilão que foi muito importante para os filmes, porém sempre ficou mais de lado. 

Foto: Divulgação/Paris Filmes

Coriolanus Snow que agora é interpretado por Tom Blyth é sem dúvida nenhuma o destaque de “A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”, o espectador não vai se encantar pelo personagem visto que já sabem o seu desfecho dentro da história de Panem. O filme luta para transmitir a turbulência que ele está vivenciando, dividido entre seus sentimentos por Lucy Gray e uma sede ainda mais poderosa de poder. Blyth consegue captar toda a manipulação do personagem, até a relação com a Lucy gera dúvidas com as intenções do Coriolanus. O ator engrandece a trama do futuro presidente Snow.

Já Lucy Gray Baird vivida por Rachel Zegler que está ganhando um grande espaço nas telonas nos últimos anos, a atriz ganhou destaque com “West Side Story” (2021) dirigido por Steven Spielberg e dará vida a protagonista do próximo live-action da Disney “Branca de Neve e os Sete Anões”, programado para meados de 2025. No longa ela fica mais apagada pela atuação de Blyth, ainda assim desempenha um ótimo papel, principalmente com suas canções que tiram o ar sombrio da produção. 

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Foto: Divulgação/Paris Filmes

Com impressionantes 157 minutos, o filme abre com os 10º Jogos Vorazes anuais, amontoando a cruel partida mortal na arena em sua primeira metade e, em seguida, voltando sua atenção para a crescente conexão romântica entre Coriolanus e Lucy Gray. O que fica parecendo é que a própria produção junto com o diretor Francis Lawrence que também dirigiu três dos primeiros longas, não viram potencial em transformar o longa em uma duologia que seria facilmente vendida e poderia dar mais visibilidade para personagens secundários como Tigris Snow (Hunter Schafer), Dra. Volumnia Gaul (Viola Davis) e Casca Highbottom (Peter Dinklage). Além de deixar o desenvolvimento da trama mais sutil e não tão apressado. 

Por se tratar de um prequel, fica fácil falar que o filme pode não ter nenhuma inovação, contudo ele ainda tem espaço para surpresas, Lawrence deixa algumas lembranças como o significado do nome Katniss ou como o poder pode e vai trazer um preço terrível, mesmo para um ditador. 

Foto: Divulgação/Paris Filmes

Conclusão

Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” é uma boa história de prequel e se torna uma extensão natural da saga, acerta o público alvo com uma boa trilha embalada com cantoras atuais como Olivia Rodrigo, além de mais uma vez brilhar no figurino e maquiagem. Peca no uso de CGI, mas como um todo chama atenção dos fãs da franquia e possibilita novos espectadores.  

Confira o trailer:

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Ficha técnica:

Direção: Francis Lawrence;

Roteiro: Michael Lesslie, Michael Arndt, baseado no romance de Suzanne Collins;

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Elenco: Tom Blyth, Rachel Zegler, Peter Dinklage, Jason Schwartzman, Hunter Schafer, Josh Andrés Rivera, Viola Davis, Fionnula Flanagan, Burn Gorman

Gênero: Ação ficção científica e aventura;

Distribuição: Paris Filmes;

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Duração: 157 minutos;

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Classificação Indicativa: 14 anos;

Assistiu à cabine de imprensa a convite da Espaço/Z






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