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Surto de hepatite em crianças preocupa especialistas – saiba como identificar os sintomas e se prevenir

A doença leva o paciente a uma necessidade urgente de transplante

Por Analice Nicolau 14/05/2022 5h00
A doença leva o paciente a uma necessidade urgente de transplante

A comunidade médica brasileira está em alerta por conta do surto de hepatite aguda, potencialmente grave e desconhecida, vindo da Europa e que está atingindo crianças de todo o mundo, inclusive na América Latina. É importante estar atento aos sintomas e levar a criança ao médico ao qualquer sinal da doença.


A hepatite é uma inflamação que atinge o fígado, causada por vários vírus infecciosos (hepatite viral) e agentes não infecciosos. A infecção pode levar a uma série de problemas de saúde. A grande preocupação com esta forma de hepatite grave em crianças é que aproximadamente 10% dos casos precisam de transplante.


Esse novo surto de hepatite aguda é visto com bastante atenção e apreensão pelos médicos do CIGHEP (Centro de Cirurgia, Gastroenterologia e Hepatologia), localizado no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. “Isto se deve por causa da faixa etária acometida, pela alta taxa de necessidade de transplante nesta população e pelo fato de não se ter identificado ainda a causa desta hepatite”, afirma o médico Alcindo Pissaia Junior.


De acordo com a Organização Mundial da Saúde, até o momento 230 crianças de cerca de 20 países estão com a doença na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil, o Ministério da Saúde monitora 16 casos suspeitos no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Entre os sintomas está a perda de apetite, urina escura, dores abdominais, diarréia, vômito, olhos amarelados (icterícia) e dores abdominais.
“Em grande parte dos casos, as hepatites virais são doenças silenciosas que não apresentam sintomas e, quando os sinais aparecem, a doença já está em estágio avançado”, alerta a hepatologista do CIGHEP, Daphne Morsoletto. Por isso, é importante levar as crianças com sintomas imediatamente ao médico, além de tentar sempre prevenir a doença lavando bem as mãos e mantendo a higiene respiratória.








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