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São Paulo deve arrecadar R$ 2 bilhões por ano com loteria própria

Estudo do consórcio SP Lotto foi apresentado em novembro ao governo paulista

Por Analice Nicolau 03/12/2021 6h00
Estudo do consórcio SP Lotto foi apresentado em novembro ao governo paulista

O Estado de São Paulo deverá arrecadar cerca de R$ 2 bilhões por ano com a operação de um sistema de loteria próprio. É o que aponta estudo apresentado ao Governo de São Paulo em novembro pelo consórcio SP Lotto, grupo formado pela Santa Casa de Lisboa e pela MCE Representações, que realizou de estudos de viabilidade para a implantação de jogos lotéricos.

O projeto que cria a Loteria Estadual de São Paulo foi aprovado em junho deste ano pela Assembleia Legislativa do Estado e sancionado pelo governador João Doria em julho. Agora o governo estadual está definindo o modelo para lançar a concorrência que vai delegar a implantação, operação e exploração dos jogos para a iniciativa privada.

Para calcular o potencial de arrecadação anual da futura loteria paulista o consórcio SP Lotto fez uma projeção de apostas realizadas semanalmente, estimada em 1,76 milhão, o que representa 3,78% do total de habitantes em São Paulo. O consórcio projeta um crescimento da população apostadora para 7,56% do total de habitantes nos próximos 10 anos.

O tíquete médio semanal atual por aposta foi calculado em R$ 29,53. De acordo com o estudo apresentado pelo consórcio, a população com renda entre 5,20 e 8,67 salários mínimos representa 20,5% do total de apostadores recorrentes, seguida pelos que ganham entre 2,6 e 5,2 salários mínimos, que respondem por 19% das pessoas que apostam toda semana. Ainda conforme o estudo, o número de pontos de venda para a exploração dos jogos lotéricos estaduais de São Paulo foi estimado em 41,8 mil em todo o Estado.

A implantação da loteria estadual paulista irá ocorrer após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de colocar um fim ao Decreto-Lei nº. 204/67, que garantia o monopólio da União na exploração de atividades lotéricas. O consórcio ainda sugeriu ao Governo de São Paulo que destine os recursos provenientes da exploração dos jogos lotéricos em áreas como saúde, educação, desenvolvimento social, esporte, cultura, ciência e tecnologia.








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