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Prestes a completar 80 anos, Caetano Veloso ganha biografia não autorizada do jornalista Tom Cardoso

A obra do crítico musical mostra os vários lados do artista, com entrevistas históricas pouco conhecidas atualmente

Por Analice Nicolau 04/08/2022 4h00
A obra do crítico musical mostra os vários lados do artista, com entrevistas históricas pouco conhecidas atualmente

Tom Cardoso é jornalista e escritor. Começou a carreira ainda nos anos 90, boa parte dela se dedicando à crítica musical, acumulando vasta experiência em veículos como Jornal da Tarde, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, Cliquemusic e Valor Econômico.

Além disso, o irreverente Tom Cardoso também é autor de algumas biografias relacionadas a personalidades importantes para a história do país. Entre elas, estão “O Marechal da Vitória: uma história de rádio, TV e futebol”, sobre o empresário Paulo Machado de Carvalho, escrito em parceria com Roberto Rockmann; “75KG de músculos e fúria”, sobre o jornalista Tarso de Castro; “Se Não Fosse o Cabral”, sobre o político Sérgio Cabral Filho, e “Sócrates”, sobre o jogador de futebol que dá título ao livro.

Outras obras ainda agregam o acervo do jornalista, como o livro-reportagem “O Cofre do Dr. Rui”, sobre o assalto ao cofre de Adhemar de Barros, em 1969, em que ganhou o Prêmio Jabuti em 2012 na categoria “Reportagem” e “Ninguém Pode com Nara Leão”, reproduzido na minissérie “O Canto Livre de Nara Leão”, da Globoplay.

Dessa vez, o personagem brasileiro escolhido para ilustrar sua nova biografia é ninguém menos que Caetano Veloso. Prestes a completar 80 anos (07/08), o cantor possui mais de cinco décadas de carreira musical, sendo o líder do movimento Tropicalismo, que trouxe renovação ao cenário da música brasileira junto a outros artistas, na década de 60.

Sobre a escolha de Caetano, Tom Cardoso diz que, além do fato de ser um cantor de grande relevância, ele é também um homem que se posiciona em diversos âmbitos, o que o torna interessante.

“Eu queria escolher um músico da geração dele, que faz 80 anos. Além de Caetano, tem Gil, Paulinho da Viola, Edu Lobo, Tim Maia (faria 80 anos), mas eu achei que nenhum outro personagem da Música Popular Brasileira foi tão onipresente na cultura nacional quanto Caetano. Você tem Caetano se posicionando a mais de 50 anos sobre todos os assuntos, não só dentro do (seu) universo, dentro da própria bola, eu diria, mas sobre política, sobre comportamento, sobre filosofia. Então, essa abrangência torna o personagem mais interessante”, explica o escritor.

E continua: “Ele já seria interessante por si só, se fosse um músico – a carreira musical dele é muito rica e, ao mesmo tempo, controversa, polêmica -, mas também se posiciona de forma corajosa, polêmica e controversa fora do campo musical. Então, por todas essas características, eu escolhi Caetano como biografado dessa geração nascida em 1942, que faz 80 anos em 2022”.

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Em “Outras palavras: seis vezes Caetano”, da Editora Record, lançado no final de julho, o leitor pode esperar um cantor que fala sobre todos os temas e entrevistas dadas no passado que pouco são conhecidas atualmente.

“Então, o leitor pode esperar Caetano falando sobre todos os temas. Biografar Caetano é contar um pouco da história do país nos últimos 50, 60 anos. E, no livro, eu dei preferência pra entrevistas do Caetano no calor da hora. Eu queria procurar Caetano, tentar entrevistá-lo pro livro, mas eu queria Caetano falando no calor da hora, na época, às vezes de uma forma muito impulsiva, de uma forma muito leonina, muito veemente e, talvez, se eu fizesse as mesmas perguntas que ele respondeu ao longo dos anos agora, teria outra resposta, uma forma mais equilibrada, por e-mail provavelmente, por conta da pandemia”, conta o jornalista.

E complementa: “Então, o que o leitor pode esperar é que, apesar de muitas aspas antigas, muitas declarações antigas, é muito novo, não se encontra essas entrevistas em lugar nenhum. Muitos desses veículos de comunicação, jornal e revista, nem existem mais. O leitor pode esperar um livro quente, porque pra mim, muitas dessas entrevistas são praticamente inéditas, você não consegue achar em lugar nenhum”.

Com o lançamento da biografia, o autor tem viajado pelas principais capitais brasileiras para divulgar a obra, com direito à festa em São Paulo, no dia 27 de agosto, com participação do samba da Jacke e open bar.

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Para o futuro, Tom Cardoso prevê uma biografia similar a que escreveu sobre Caetano Veloso, dessa vez abordando vida e obra de Chico Buarque, além de já estar preparando uma biografia sobre Jorge Ben Jor.








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