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Profissão de videomaker: Lucas Sena vê mercado como opção de trabalho e renda

Marcas têm apostado em produções audiovisuais para as redes sociais, o que tem gerado aumento da demanda neste setor

Por Analice Nicolau 02/12/2021 7h00
De acordo com Lucas, calculando o preço de um computador ou notebook mais básico e a licença de algum programa de edição, o gasto inicial é a partir de R$ 4 mil reais

O mercado de produção audiovisual cresceu exponencialmente com as redes sociais, que passaram a demandar por vídeos nas campanhas, já que eles têm potencial de viralizar e engajar o público. A profissão de videomaker veio no embalo disso e tem sido a opção de diversos jovens e até mesmo de profissionais mais experientes que desejam se reinventar. A opção de entrar nesse meio sem a necessidade de um Curso Superior motiva diversas pessoas, em especial quem tem um viés autodidata. “Tudo depende da força de vontade de quem vai aprender, você pode demorar 1 dia, 10 dias, 10 semanas, 10 anos! Se você realmente quiser aprender, você aprende. No meu caso, eu juntei 10 anos de experiência, estudando de diversas fontes”, conta o editor de vídeos Lucas Sena.

Ele desenvolveu sozinho técnicas de VFX, modelo de edição que mescla diversos efeitos especiais, a partir da observação do que era feito em outros países. No Brasil, ele se tornou pioneiro na modalidade e dá cursos sobre o assunto. “Transformei esses meus 10 anos de experiência em um curso de edição que forma em 1 ano um profissional qualificado. Já estou repassando demandas que normalmente era eu quem fazia a alunos meus. Basicamente minha escola de edição forma o aluno e também oferece emprego assim que atingem um certo nível de habilidade, pois as demandas são crescentes”, afirma Sena.

O investimento inicial pode ser um pouco pesado para muitas pessoas, mas com os equipamentos adequados em mãos, é possível fazer infinitas produções. De acordo com Lucas, calculando o preço de um computador ou notebook mais básico e a licença de algum programa de edição, o gasto inicial é a partir de R$ 4 mil reais. “O investimento se paga em pouco tempo, pois um iniciante pode começar ganhando até R$ 2mil por mês em alguma agência ou fazendo trabalhos como freelancer, mas há pessoas que conseguem iniciar ganhando até mais”.

A demanda por vídeos tende a aumentar. Atualmente, as campanhas investem cada vez mais nesta forma de comunicação. Quanto mais produzidos, mais engajamentos eles geram, o que já se mostrou para diversas marcas um investimento necessário. Assim, é um mercado em expansão. “É uma profissão promissora porque se pode trabalhar de qualquer lugar e tem sido algo bem pago. Basta ter seu notebook ou computador, um programa de edição e usar a criatividades”, destaca Sena.








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