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Georgina Martins lança romance adulto, “Há muitas formas de se fazer macarrão – e outras brutalidades”

Como uma catarse, Susana escreve carta para Dionísio, o marido morto com quem viveu uma história de amor repleta de paradoxos, metáforas e tensões muitas vezes causadas por Mercúrio retrógrado

Por Analice Nicolau 09/10/2021 11h00
Como uma catarse, Susana escreve carta para Dionísio, o marido morto com quem viveu uma história de amor repleta de paradoxos, metáforas e tensões muitas vezes causadas por Mercúrio retrógrado

“Há muitas formas de se fazer macarrão – e outras brutalidades”, o primeiro romance para adultos de Georgina Martins, escritora e professora de literatura, sai do universo virtual e ganha sua versão impressa pela editora Patuá.
Na inquietante obra narrada em primeira pessoa, Susana descortina os bastidores das lembranças da vida conjugal com Dionísio, vida esta em que “nos equilibrávamos em fios emaranhados, e qualquer desatenção poderia acionar as mais perigosas descargas elétricas”.

Georgina Martins é carioca, geminiana, professora, escritora e colunista da Revista Ciência Hoje. Doutora em Literatura brasileira e Especialista em Teoria e Crítica da literatura infantil e Juvenil. É autora de O Menino que brincava de ser, Minha família é colorida, Uma maré de desejos, Em busca do mar, entre outros títulos.


Com narrativa muito fluida, apesar da densidade da história, o livro discorre por temas atuais como: relacionamentos tóxicos, alienação parental, racismo, autoritarismo, abandono, vícios e drogas. “Outra coisa que eu não aceitava, Dio, era o fato de você obrigar os meninos a comerem de tudo, até o que provocava náuseas, como o quiabo que Antonio vomitou no prato e você o obrigou a comer”.


“Nunca mais você vai brincar de monstro horroroso com os meninos ou gritar com eles, por volta das três da tarde, porque estavam fazendo muito barulho e você precisava dormir”.
“Teria até achado interessantes as brincadeiras, não fosse sua compulsão por um sexo com cocaína, álcool, brinquedos e muitos vídeos eróticos que me cansavam profundamente”.

“Dionísio foi um homem intelectualmente muito atraente, mas representava um paradoxo na vida de Susana, que hora tentava desvendá-lo, hora apenas deixava-se levar por esse amor viciante” declara Georgina. Autobiografia? Catarse? Apenas uma carta post mortem? O “macarrão”, como é carinhosamente chamado pela autora, já esteve disponível no Kindle. “A internet ainda é para poucos no Brasil, infelizmente, e como tenho muito apreço pelo livro em papel, porque ele democratiza a leitura, resolvi tentar a publicação não digital.

Muitas pessoas interessadas no livro alegaram não ter Kindle, nem condições ou disposição para ter. Muito embora possa não parecer, o livro em papel é muito mais acessível”, explica a autora, que está desenvolvendo novos projetos voltados ao público adulto, como um livro de contos.


“Há muitas formas de se fazer macarrão – e outras brutalidades” está disponível para compra no site da editora. A ilustração da capa é de Camilo Martins e o prefácio de Martha Alkimin, professora Associada do Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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