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Festas de fim de Ano – Algumas cidades vão exigir vacinação ou teste negativo de Covid-19

Cinco capitais brasileiras não vão exigir exame e nem imunização para participação em festas

Por Analice Nicolau 06/12/2021 10h00
Cinco capitais brasileiras não vão exigir exame e nem imunização para participação em festas

Com o avanço da vacinação contra Covid-19, o número de mortes e casos da doença diminuiu em todo o país. Apesar do cenário parecer positivo, os infectologistas alertam sobre a variante Ômicron, considerada mais transmissível do que as outras. Por isso, algumas cidades brasileiras estão tomando alguns cuidados nos eventos de fim de ano.


De acordo com um levantamento, entre às 27 capitais do país, 12 cidades exigem apenas vacinação; 10 solicitam testagem quando há ausência de vacinação ou imunização incompleta; e cinco capitais não solicitam comprovante de vacinação e nem testes: Campo Grande, Curitiba, Cuiabá, Porto Alegre e São Luís. Nestas cidades, os organizadores dos eventos ficam livres para fazerem ou não exigências de testes ou vacinação.


De acordo com o infectologista Alberto Chebabo, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o ideal seria que todos os eventos exigissem comprovação de vacinação e teste negativo de Covid-19 realizado em até 48 horas antes da festa para exames de antígeno e 72 horas para RT-PCR.


“Quanto mais camadas de proteção, melhor. Porém, isso implicaria em custo para as populações de baixo poder aquisitivo, que não teriam condições de pagar pelos exames ou aumentaria o preço dos eventos, tornando-os elitizados, de difícil acesso”. Uma das soluções, afirma, seria o poder público bancar a conta. “Essa é a estratégia que muitos países estão fazendo. Oferecer testes gratuitamente e estimular a população a se testar com frequência”.


Nos primeiros dias de dezembro, alguns eventos previstos para o Carnaval de 2022 e para o Ano Novo já foram cancelados por conta da variante. O número de casos do vírus registrados nas próximas semanas deve nortear as próximas decisões dos governantes.








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