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Rede privada oferece 16 mil bolsas de estudo a atletas que cursam o Ensino Superior

Nadadora brasiliense Luíza Celidonio conseguiu bolsa de estudos depois de ser medalhista de prata nos jogos de 2018

Por Analice Nicolau 09/10/2021 8h00
Nadadora brasiliense Luíza Celidonio conseguiu bolsa de estudos depois de ser medalhista de prata nos jogos de 2018

Luíza Celidonio não consegue lembrar, mas sabe que as braçadas nas águas começaram cedo. “Com 5 ou 6 meses de idade, meu pai conta”. Pai e mãe, aliás, foram os responsáveis pela paixão de Luíza pela natação: e foi amor à primeira nadada. “Meus pais foram nadadores profissionais e, além da genética, me passaram o amor pelo esporte. Desde a primeira aulinha, eu nunca mais parei de nadar e não consigo mais me ver sem a natação”, diz Luíza.

Aos 20 anos, Luíza é uma veterana. Ela está em sua sétima competição. Foram cinco jogos escolares e uma edição dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs). Este, responsável por uma mudança na vida da atleta. “Em 2018, eu fiquei em segundo nos 200m peito, e esse resultado garantiu minha bolsa de estudos pelo restante do curso”.

Atualmente, a nadadora concilia os treinos com as aulas de Publicidade e Propaganda no Centro Universitário IESB, em Brasília. “Sem a bolsa atleta eu não estaria no curso. E eu consigo conciliar bem as duas coisas. Minha vida depende muito tanto da natação quanto da publicidade”, declara Luíza.

Milhares de Luízas

Os Jogos Universitários Brasileiros, maior competição esportiva universitária da América Latina, são um dos principais incentivadores das bolsas desportivas em território nacional. É com base nos resultados dos JUBs que a rede particular de Ensino Superior, composta por mais de 3 mil instituições, oferta mais de 16 mil bolsas, com pelo menos 50% de desconto nos cursos.

“É uma via de mão dupla: o esporte universitário ajuda o atleta de alto rendimento, que encontra nas universidades a infraestrutura necessária para melhorar sua performance; e, principalmente, oferta aos atletas que praticam esporte, independente do nível de rendimento, a possibilidade de ter um diploma de ensino superior”, afirma Luciano Cabral, presidente da Confederação Brasileira do Desporto Universitário.

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