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Peça teatral sobre orixá Obaluaiyê acontece dia 13 em São Paulo

A Cia Odara, dirigida por Márcio Telles, anuncia espetáculo extra de “Atolô – Silêncio, o Rei está na Terra” no próximo dia 13

Por Analice Nicolau 01/12/2021 2h00
A Cia Odara, dirigida por Márcio Telles, anuncia espetáculo extra de “Atolô – Silêncio, o Rei está na Terra” no próximo dia 13

O Teatro Oficina recebe uma apresentação extra, no próximo dia 13, às 20h, do espetáculo “Atotô – Silêncio, o Rei Está na Terra”. Vista pelo público em duas sessões (22 e 29 de novembro), a montagem da Cia Odara conta com direção de Márcio Telles e elenco de cerca de 40 pessoas, entre atrizes, bailarinos, dançarinos, cantores, músicos, percussionistas, capoeiras, sambistas, técnicos, produtores e promotores da cultura e das tradições de matriz africana que estão no alicerce da construção da apresentação.

“A peça é inspirada em um dos Itans de Obaluaiyê, Orixá do elemento terra, Senhor da doença e da cura que, rejeitado por sua aparência, se fazia repugnante aos olhos dos outros devido às chagas que exibia em seu corpo e que, com o passar do tempo, teve o poder da transmutação, trazendo a magia da cura”, afirma Telles.

Com duração de 90 minutos e elenco majoritariamente negro, o espetáculo reúne importantes elementos para a manutenção e a resistência de narrativas yorubás, seja na música, na dança, na literatura e na dramaturgia.

A peça fala sobre Exu, o mensageiro entre os dois mundos com seu gingado embalado pela capoeira, convida o público a silenciar os pensamentos, em uma alusão ao significado da expressão ‘Atotô’, que significa silêncio. Em sua ginga, Exu conduz os convidados ao grande portal da floresta sagrada, onde a luz confronta a sombra, o amor confronta a dor, atabaques e xequerês buscam consonância com violinos e violoncelos e onde todos poderão acompanhar o nascimento do grande rei negro. Ele, coberto de palhas, se faz presente na terra por meio da dança dos corpos pretos, da música e da oralidade, para representar, por meio de seu elenco, acura de todas as almas que sofrem com os efeitos da pandemia e que buscam, na celebração da vida, a força para resistir e transformar o luto em luta.

O espetáculo apresenta canções, bailados e performances inspiradas no afro-futurismo, que, para a Cia Odara, representa uma volta às fontes inspiradoras do passado e sua ligação com a ancestralidade. A peça tem direção de Márcio Telles e conta com as participações da cantora Raquel Tobias e das atrizes Lena Silva e Vera Luz, direção musical de Ito Alves, coreografias de Cristina Matamba e grande elenco sob a produção executiva de Diego Dionísio, da Tádito Produção.

A bilheteria do teatro abre com uma hora de antecedência nos dias de espetáculo, mas caso queira adquirir ingressos antecipados, acesse o site: https://bileto.sympla.com.br/event/70118/d/115706/s/679618

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