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Cantor gospel se assume gay e sofre boicote

Gil Monteiro é casado com um homem há cinco anos

Por Analice Nicolau 01/07/2022 11h30
Gil Monteiro é casado com um homem há cinco anos

Um dos mais belos exemplos do cristianismo é o amor. Se tivermos isso em mente, será mais fácil amar todos os filhos de Deus. Mas não é bem assim que acontece no meio cristão. Porém, mesmo enfrentando diversos ataques e ameaças, o cantor Gil Monteiro recebe apoio da Rede Nacional de Grupos Católicos LGBTQIANP+.

Ao assumir ser homossexual, Gil pretendia poder falar sobre o tema abertamente e, dessa forma, por ser uma pessoa pública e respeitada por sua arte, ajudar outros missionários e leigos que não possuem voz para se assumirem.

Gil possui várias composições gravadas por grandes artistas da música gospel e, se por um lado a manifestação pública de sua orientação sexual é um ato de coragem, considerando o contexto de ostracismo e exclusão que pessoas LGBTI+ ainda enfrentam em comunidades eclesiais, por outro revela a ação do Espírito Santo na construção de uma Igreja em saída com uma Mesa aberta para todas as pessoas.

A declaração em se assume gay ocorreu durante uma transmissão em seu perfil do Instagram, no dia 17 de junho passado. Após falar sobre duas composições suas, “Gravidade” e “Cor do Amor”, Gil revela que no ano passado ele foi proibido de se apresentar em um evento católico. Na live ele diz: “Eu fui proibido de tocar em um lugar da comunidade em que eu participava. Eu poderia fazer qualquer outra coisa, menos tocar. Foi uma ordem superior que chegou da diocese, porque era grave demais o que eu sou, o que eu fiz. O que eu sou? O que eu fiz? Gente, eu sou gay! Eu sou gay e estou em um relacionamento há mais de cinco anos. Eu sou casado com o Leandro”.

A manifestação pública do cantor é uma prova de que pessoas LGBTI+ são essenciais na vida da Igreja. “Estamos nas pastorais, ministérios, na evangelização, alcançados pela misericórdia de Deus, comunicando um amor gratuito, fiel, constante, atuante, inseparável e provado em Jesus. Somos, acima de tudo, um dom de Deus para a Igreja”, afirma Gil.








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