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Brasil tem três vilas turísticas concorrendo a prêmio de melhores do mundo da ONU

Rota do Enxaimel, em Pomerode (SC), São Bartolomeu, em Ouro Preto (MG), e Alberto Moreira, em Barretos (SP), foram indicadas

Por Analice Nicolau 01/12/2021 9h15
Rota do Enxaimel, em Pomerode (SC), São Bartolomeu, em Ouro Preto (MG), e Alberto Moreira, em Barretos (SP), foram indicadas

rês vilas turísticas do Brasil concorrem, nesta quinta-feira (2), ao prêmio da Organização das Nações Unidas (ONU) que reconhece destinos onde o turismo gera oportunidades de maneira sustentável. Rota do Enxaimel, em Pomerode (SC), São Bartolomeu, em Ouro Preto (MG), e Alberto Moreira, em Barretos (SP), foram indicadas pelo Ministério do Turismo como representantes nacionais entre 170 vilas de 75 países. O Best Tourism Villages será anunciado durante a assembleia geral da Organização Mundial do Turismo, agência da ONU para o setor, em Madri, Espanha.

Para fazer parte da lista de melhores do mundo, a vila turística deve demonstrar que está alinhada aos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Entre eles, promover a igualdade de gênero, a proteção do meio ambiente, a produção rural sustentável e o desenvolvimento econômico.

A comunidade da Rota do Enxaimel envolve cerca de 3 mil moradores de Pomerode. Ali está a maior concentração de casas construídas no estilo enxaimel fora da Alemanha. São 50 numa localidade tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em reconhecimento ao valor cultural e paisagístico. Enxaimel é uma técnica construtiva trazida pelos imigrantes germânicos no século XIX em que se destacam na fachada grandes vigas de madeira preenchidas por tijolos de argila.

Além das casas, preservadas em parceria entre proprietários e poder público, o roteiro oferece passeios em meio à natureza, gastronomia típica, artesanato, produtos da agricultura familiar, chocolates e manifestações culturais herdadas dos colonizadores alemães de Pomerode.

— A Rota do Enxaimel harmoniza o turismo com a preservação da herança cultural, da produção rural sustentável e do meio ambiente. O selo da ONU potencializaria o trabalho que já está sendo feito porque o destino ficaria mais conhecido no Brasil e no mundo — avalia Rogério Siewert, presidente da Associação Rota do Enxaimel.








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