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Atuação e voz nos estúdios

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Até bem pouco tempo, assistir a um filme estrangeiro no cinema ou na TV a cabo era sinônimo de uma longa sessão de leitura. Os filmes dublados só encontravam espaço na televisão aberta. Para alegria dos fãs da curiosa arte, a tradição começou a mudar. E a profissão dos dubladores, maiores interessados nessa conquista, começa a ganhar espaço. Em Brasília ainda não há um curso voltado para a arte da dublagem, mas os interessados podem conferir, neste domingo, às 14h, um workshop com a dubladora, atriz e diretora carioca Fernanda Crispim.

Ela garante que o talento para a dublagem vem da infância, quando ela se divertia ao imitar vozes diferentes. “Comecei a trabalhar como atriz aos dez anos. Foi quando resolvi fazer um curso de dublagem. Logo me apaixonei, e comecei a me aprimorar”, revela Fernanda.

 

Minnie Mouse

A dubladora é a voz oficial de ninguém menos que a princesa Fiona, da rentável franquia Shrek. Ela também fez a voz de Lana Lang, par romântico de Clark Kent, em Smallville; Ruby, de Supernatural; a enjoada Tonia, de Todo Mundo Odeia o Chris; entre outras. Atualmente, a moça dubla o seriado Dallas, a novela do SBT Cuidado Com o Anjo, e o seriado É isso Aí, Javali. “É uma profissão muito divertida. As animações, aliás, são as mais engraçadas”, comenta.

 

Workshop

No curso, ela vai contar sua trajetória profissional, e explicar como funcionam os bastidores da dublagem. Além disso, dez alunos serão sorteados para participar com ela de uma atuação. “Levarei cenas do Shrek para uma demonstração ao vivo”, conta. “Queremos ver como será a resposta do público para analisar a implantação de um curso de dublagem na cidade. Acredito que será bem positivo”, prevê Fernanda.

 

Interessado na arte de dublar, Eduardo Mulle está ansioso pela palestra. “Sonho em ser dublador, e esse pode ser um grande incentivo. Aqui é raro alguém oferecer uma oportunidade assim”, garante o game designer.

 

Boas notícias para a profissão

Fernanda Crispim conta que o atual mercado para dubladores é oportuno. Recentemente foi aprovado o Projeto de Lei 2584/2011, que torna obrigatória a dublagem em português de pelo menos 70% dos filmes estrangeiros transmitidos na tevê por assinatura, e de todos os transmitidos pelos canais abertos. Conforme o projeto, a dublagem deverá ser realizada por profissionais habilitados que atuem em território nacional.

 

O descumprimento da medida, caso vire lei, sujeitará as emissoras de televisão ao pagamento de multa de R$ 10 mil. “O mercado está se expandindo, mas ainda é concentrado no Rio e Janeiro e em São Paulo”, explica a dubladora. Ela atenta para o fato de que “para dublar é preciso ser ator profissional. A dublagem é mais uma vertente na qual o profissional de artes cênicas pode trabalhar”. Ou seja, antes de querer ganhar a vida emprestando a voz para personagens famosos, é preciso tirar o Registro Profissional de Ator (DRT).


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