O Dia Nacional da Consciência Negra é comemorado amanhã com uma série de atividades culturais em Brasília: exposições, festas e espetáculos. Para homenagear essa população que enfrentou e enfrenta ainda marcas do racismo em pleno século 21, o Viva listou alguns eventos para clamar pela liberdade, pela igualdade racial e, claro, para cair na balada black.
E já que o dia é de celebração, não tem como não citar o clássico do cinema Separados Mas Iguais, que foi relançado este mês pela distribuidora Versátil Filmes. Em edição especial, o título acompanha como extra um especial de 27 minutos de duração sobre a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos.
Inspirado em fatos reais, o longa-metragem dirigido por George Stevens Jr em 1991 emociona, arrepia e nos faz atentar de uma forma sensível para a luta histórica dos negros. Luta banhada de sofrimento, mas também de garra para combater o racismo.
O filme nos remete a um período que ficou cravado na história dos Estados Unidos e, consequentemente, do mundo. A década era de 1950 e o cenário era o da Carolina do Sul, estado onde estudantes negros sofriam ao caminhar mais de oito quilômetros por dia para chegar até a sala de aula dos colégios. Eram escolas separadas por raça.
Contra a exclusão
Enquanto os brancos contavam com transporte escolar e infra-estrutura, nas instituições para negros o investimento era quase nulo. Revoltado com a situação, com a exclusão e com a própria autoestima dos alunos, que se consideravam inferiores aos brancos, o superintendente de uma instituição de ensino junta-se a um pai inconformado para contestar e brigar pelos direitos igualitários.
Aquela pequena escola para “estudantes de cor” causaria uma revolução de grandes proporções. Era o estopim para o caso que ficou conhecido como Brown contra o Conselho de Educação (1954).
Na cerne da trama e da revolução está o advogado Thurgood Marshall, que ganhou mais peso com a brilhante atuação de Sidney Poitier. Sua luta marca toda a obra dramática. Thurgood Marshall conseguiu derrubar a segregação racial na conservadora sociedade norte-americana.
Filme
Separados Mas Iguais
Direção: George Stevens Jr.
Elenco: Sidney Poitier , Burt Lancaster, Richard Kiley…
Distribuidora: Versátil Filmes
Música afro vindo com tudo
A semana de celebração preparou uma programação musical apimentada e black. Um dos destaques, a festa Makossa vem com tudo para homenagear o Dia da Consciência Negra em uma edição especial. A Makossa Arte Black, além de shows e música nas pistas, traz uma exposição com fotos e flyers históricos que marcaram os 12 anos do evento na cidade. A festa é neste sábado, a partir das 22h, no Espaço Floresta (Galeria dos Estados). Foram escalados o rapper carioca BNegão, o Dj paulista King, além de destaques brasilienses como Dj Jamaika e Daniel Black.
Na sexta-feira tem ainda duas festas com grandes nomes da música negra. A rapper norte-americana Azealia Banks vai ganhar uma homenagem n, a partir das 22h30, na Boombox (SOF Sul). Grupo goiano de tecnobrega e pop , a Banda Uó também se apresenta na festa. Ainda na sexta, a partir das 22h, a paulista Orquestra Brasileira de Música Jamaicana vai comandar a festa da Consciência Negra com muita música black no Minas Tênis Clube (Setor de Clubes Esportivos Norte). Projeto Funkeando e DJ A tocam no evento.
Pelo DF
Homenagem a Broke With Expensive Taste – Sexta-feira, 22h30, na Boombox Brasília (SOF Sul). Ingressos: De graça até as 22h. R$ 10, até as 23h, R$ 15, até às 23h30. Após, R$ 30. Camarote open bar: R$ 50 (limitado para as 120 primeiras pessoas). Informações: 9225-5462. Não recomendado para menores de 18 anos.
Hora Cívica Dia da Consciência Negra – Amanhã, às 14h20, no Colégio Ciman (Cruzeiro). Entrada franca. Informações: 3213-3838.
Makossa Arte Black – Sábado, às 22h, no Espaço Floresta (Galeria dos Estados). Ingressos: R$ 20. Informações: makossabsb.com.br. Não recomendado para menores de 18 anos.
Mostra Makossa – Até sábado, na Galeria da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes (Conic- Setor de Diversões Sul). Visitação das 10h às 20h. Entrada franca. Informações: 3322-4147. Classificação livre.
Show com Orquestra Brasileira de Música Jamaicana – Sexta-feira, a partir das 22h, no Minas Brasília Tênis Clube (Setor de Clubes Esportivos Norte). Ingressos: Pista – R$ 30. Camarote open bar-R$ 60 (meia). Não recomendado para menores de 18 anos.
Teatro Que Cor é a Flor? – Amanhã, às 21h, na Sala Loyola do Centro Cultural de Brasília (601 Norte). Entrada franca. Informações: 8154-8187. Classificação livre.
Espetáculo Tradição Viva – Sexta e sábado, às 21h. Domingo, às 20h. No Teatro Plínio Marcos – Funarte (Eixo Monumental). Ingressos: R$ 10 (meia-entrada). Informações: 3322-2076. Classificação livre.