Dizem que conselho de mãe é coisa séria. E Vivendo no Limite mostra isso. No filme, uma mãe avisa para o filho tomar cuidado com as amizades, mas ele não presta atenção. Assim, o longa-metragem dirigido por Nick Parada mostra a perigosa espiral de decadência do jovem Johnny (Will Chavez).
Influenciado pelo irmão de Stephanie, sua namorada, ele passa a frequentar o mundo do motocross e do tráfico de drogas. Ele ganha muito dinheiro e, por se envolver com situações ilícitas, entra em várias enrascadas. Mais ou menos tudo o que foi profetizado por sua mãe, sempre preocupada com a segurança do filho.
O mais curioso é que o piloto Beau Manley, que interpreta o revoltado Jesse, é o que se sai melhor no filme. Mesmo sendo estreante como ator, ele convence no papel.
No elenco, o conhecido nome de Danny Trejo (Machete) chama a atenção, mas sua importância no filme é quase nula.
Do gueto
Com muitas gírias e pouca originalidade, o filme não surpreende. Alguns momentos mais inspirados chamam a atenção, como o interessante trabalho de fotografia, principalmente nas sequências que mostram as manobras radicais com as motocicletas.
No final das contas, por trás de toda a rebeldia, o que fica é uma mensagem sobre a importância de se ouvir os mais velhos .