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Vem aí a sétima edição do Festival Palacoletiva

Arquivo Geral

05/12/2013 12h03

Neste sábado, 7 de dezembro, artistas das mais variadas artes se apresentam no Festival Multimídia Palacoletiva. Serão 7 ambientes ao longo da comercial 205/206 Norte, todos com programação gratuita. A proposta de ocupar os espaços públicos  do Distrito Federal com arte é uma das características fortes do Festival, lembrando o movimento de ocupação promovido pelo Concerto Cabeças nas décadas de 70 e 80, homenageados desta edição da Palacoletiva que traz como tema “Cabeças da Babilônia”. 

O tema dessa edição do Festival também equipara Brasília à Babilônia, como centro idealizado de poder. As diversas atrações artísticas compõem, juntas, essa poética que ainda faz alusão à Torre de Babel, evidenciando os encontros e desencontros das relações de poder e a diversidade humana, numa denúncia à atual situação dos Direitos Humanos no país. 

A 205/206 Norte se transforma numa Babilônia artística neste sábado com atrações musicais, poéticas, performances cênicas, instalações, grafitti, pintura ao vivo e outras modalidades artísticas. O Coletivo Palavra, produtor do Festival, escolhe a cada edição um local do Distrito Federal para a ocupação promovida pela Palacoletiva. Neste ano, o grupo já desenvolvia a poética “Cabeças da Babilônia” quando prestigiou “Babilônia Norte”, documentário recentemente lançado pelo Coletivo Capadócia que aborda como o espaço da 205/206 Norte tem sido utilizado por diversos agentes culturais. 

De forma alinhada à construção coletiva do Festival, o documentário e seu evento de lançamento foram a dica que faltava para o Coletivo Palavra empreender a sétima edição da Palacoletiva. Desde então, diversos encontros foram realizados com os agentes culturais instalados na quadra, outros agentes culturais convidados e artistas parceiros, que juntos foram construindo a poética, definindo os espaços e a programação do evento do próximo sábado. 

No palco Babilônia, o som é dançante, contando com bandas como Vaga Lumes no Vazio da Noite de Vênus e 1Bando. No palco Torre de Babel, o espaço é para experiências musicais diversas em diálogo com a poesia, a exemplo de Eros Trovador e Surdodum. O palco Annunaki será comandado por DJs que garantirão a festa. O festival ocupará também os jardins suspensos e passagens subterrâneas, que serão tomadas de intervenções. Acontecerá ainda um cineclube no Espaço Cena com seleção de filmes que dialogam com o tema do evento e o Mercado da Babilônia, espaço de economia solidária que contará com mais de 20 expositores com produtos culturais à venda. Em todos os espaços e também na rua, poetas e performers farão intervenções durante todo o evento, que começa às 12h e segue até às 23h.  

PALACOLETIVA

O Festival Multimídia Palacoletiva surgiu como Sarau Multimídia Palavra, com as duas primeiras edições realizadas em 2010, no Teatro Mapati. Ainda em 2010, as edições do evento passaram a ter temáticas poéticas a partir das quais os artistas compunham suas apresentações. Dessa forma, a terceira edição do Sarau teve como tema “Liquidação”, uma crítica à sociedade de consumo que foi realizada também no Teatro Mapati. No mesmo ano, a quarta edição já adotou o nome Palacoletiva e aconteceu na Universidade de Brasília – UnB, abordando o tema “Qual é a sua pornografia?”.

A edição da UnB surpreendeu os organizadores, contando com inúmeras participações espontâneas de artistas e um público cinco vezes maior do que o habitual. Ali nasceu a percepção de que o evento era um festival. E assim, em 2011, o Festival Multimídia Palacoletiva foi até Taguatinga ocupar o Beco da Cultura com o tema “Poeta”. Em 2012, o festival abordou uma temática apocalíptica com “O Último Carnaval do Mundo”, que aconteceu no Centro Histórico de Planaltina. 

 

COLETIVO PALAVRA

O grupo de artistas e outros colaboradores iniciou suas primeiras investigações artísticas em 2008. Em 2010, ao ser selecionado como projeto incubado pela Incubadora de Arte e Cultura do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília, os projetos do grupo tomaram corpo e seus colaboradores iniciaram um amplo processo de profissionalização que culminou com o registro do Coletivo Palavra como associação civil sem fins lucrativos. O coletivo se une na construção do que chama Arte de Interface, um modelo próprio de produção cultural que integra elementos multimídia, hipertextuais e colaborativos à arte, em uma proposta de diálogo com a cibercultura.

O Festival Multimídia Palacoletiva é a principal produção do Coletivo Palavra e leva para as ruas a poética virtual do grupo, compondo espaços de imersão onde o público é convidado a construir seu próprio evento distribuindo sua atenção para as diversas atrações artísticas simultâneas, em diferentes plataformas de mídia e palcos, numa perspectiva hipertextual e multimídia. Também é  na Palacoletiva que a dimensão colaborativa do grupo se ressalta. Nesta edição, cerca de 30 grupos, coletivos e instituições parceiras do empreendimento se somam aos mais de 100 artistas que se apresentarão para a construção conjunta do festival. A viabilização financeira do evento também aconteceu de forma colaborativa, via crowdfunding, quando 139 doadores contribuíram para o custeio da infraestrutura do festival.  

 

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