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Viva

Um sábado apimentado

Arquivo Geral

23/11/2013 9h20

O erotismo desperta a curiosidade, brinca com a mente e aguça os desejos mais ocultos. Em sua nona edição, a Feira 102 trata o tema de forma provocativa e instigante. O evento acontece hoje, a partir das 17h, no Café Objeto Encontrado (102 Norte).

 

Em três anos de história, é a primeira vez que a feira é realizada com um tema específico. Composta inteiramente por artistas brasilienses ou radicados na cidade, a programação traz artes plásticas, gravuras, pinturas, fotografias, desenhos, colagens, quadrinhos, entre outras vertentes.

 

Os visitantes podem conferir obras de artistas como Antonio Obá, Renato Rios, Ludmilla Alves, Chico Monteiro, Gabriel Preusse, Coletivo Transverso, Derik Sorato e Mateus Gandara.

 

A curadoria foi feita por Lucas Hamu, organizador do evento, juntamente com Luiz Eduardo. “Chamamos artistas que não conhecemos muito. Sempre queremos reunir coisas diferentes, dar oportunidade e chamar atenção”, ressalta Lucas, que diz esperar que mais de 500 pessoas passem pelo local.

 

Luxúria e ironia

 

O artista plástico e designer Wallace Deo apresenta uma série inédita de colagens. Ainda sem nome definido, a coleção de 30 peças traz padres em situações irônicas. “São obras que brincam com a sexualidade. Com duas fotos, você pode ter uma infinidade de significados”, destaca Wallace, que há 13 anos mora em Brasília.

 

Ele descobriu na colagem uma maneira de se expressar e fazer a mente do público viajar. “Essa mistura de fotos compõe diversas ideias. Apesar do erotismo parecer batido, e até meio bobo, pensei em ir por outros caminhos para alcançar melhores resultados”, completa o gaúcho.

 

Fotogramas nus

 

A fotógrafa brasiliense Emília Silberstein expõe na feira a série de fotografias Reforma, além de fotogramas de registros caseiros e aleatórios. Essa é a primeira vez que ela participa do evento. “Como vivemos em uma cidade cheia de moralismo, são em eventos assim que temos a oportunidade de pensar o erotismo e vê-lo de outras formas, a partir da ótica de pessoas diferentes”, analisa a artista. “Sem contar no intercâmbio entre artistas”, completa.

 

Fetiches, amarrações e desejo

O romance sadomasoquista Cinquenta Tons de Cinza, de E. L. James, com filme previsto para estrear dia 13 fevereiro de 2015, trouxe à tona os desejos obscuros de um grande empresário, Christian Grey. Na trilogia, ele se relaciona com Anastásia Steele, uma jovem que se entrega à condição de submissa para realizar seus fetiches mais secretos.
 
Mas não é preciso ser nenhum Christian Grey para saciar a curiosidade sobre o tema. Basta visitar o subsolo do Café Objeto Encontrado, que será ocupado pelo grupo Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo – BDSM de Brasília.
 
Uma das coordenadoras do movimento, que atende pela alcunha de Vaca Profana, conta que “nem tudo em BDSM são dores. Muitas vezes são apenas viagens em sensações que envolvem jogos”.
 
“Vamos levar os objetos que utilizamos para potencializar nosso prazer, como cordas, chicotes, algemas e velas. Ensinaremos o manuseio correto para que ninguém se machuque”, explica.
 
Vale dizer que a prática do BDSM é feita apenas com a consentimento dos envolvidos. E que os limites de cada um são sempre respeitados.

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