Eric Zambon
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“Eu gosto do romance da história. Acho bonitinho”, afirma Camila Lobo, de 18 anos. Ela foi assistir à pré-estreia de A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2, no shopping Iguatemi Brasília. A adolescente Ludmila Lobo, 15, é outra fã da série e confessa que a irmã do vampiro Edward, Alice, é sua personagem favorita. “Ela é muito bonitinha e estilosa”, justifica.
O último filme é o melhor da série, mas deixa evidente algo por vezes mascarado pelo sucesso comercial: a história é vazia. Na trama, Bella e Edward se amam e, basicamente, é só isso que acontece.
Do primeiro ao último filme, é possível contar nos dedos os eventos que realmente influenciaram o curso da história. A impressão final é que toda a “saga” baseada nos livros de Stephanie Meyer poderia ter sido resumida em uma única produção.
O diretor Bill Condon, do aclamado musical Chicago, faz seu melhor para tentar dar um ar grandioso à adaptação e tornar a conclusão da série algo épico, mas não consegue.
É inegável que a popularidade de Crespúsculo atingiu níveis estratosféricos, a ponto de tornar o romance entre Bella Swan e Edward Cullen comparável à saga Harry Potter. Não em qualidade, mas em número de fãs.