Menu
Viva

Teatro é instrumento para educar os jovens

Arquivo Geral

25/06/2014 10h00

Levar o lúdico, a arte e, acima de tudo, o amor  às escolas e às comunidades carentes. Grupos de teatros dedicados exclusivamente a educar e a preparar crianças, jovens e até marmanjos mostram que vale a pena se doar, especialmente quando é possível conseguir retorno por meio do brilho no olhar de cada pessoa da plateia. O Jornal de Brasília preparou uma série de três reportagens para falar sobre a arte no seu sentido mais essencial: o de praticar o bem. Nesta edição, falaremos sobre a arte nas escolas, nas praças e nas comunidades mais carentes.

Dedicação

Passar mensagem positiva e enriquecedora virou lema de arte de educadores que dedicam a vida a preparar textos, construir cenários e passar uma mensagem positiva, com conteúdo, para a preparação de crianças e adultos. “Acredito que o melhor retorno para o artista é fazer o bem, educar e permitir o acesso”, demonstra quem entende do assunto, a diretora, atriz e educadora, Raquel Lima.

Raquel, 61 anos, trabalha há 40 com teatro. Há 24 anos, fundou a companhia infantil de teatro Carlitos, que faz apresentações em escolas e comunidades carentes. Recentemente em cartaz com o espetáculo Era uma Vez… Brasília em Lenda Pra Vocês, o grupo arrancou lágrimas e sorrisos das crianças. 

O espetáculo fala sobre um indiozinho chamado Paranoá que, em uma missão, é obrigado pelo deus Tupã a se casar com a bela índia Inae. No entanto, ele se apaixona pela lua Jaci e desrespeita os mandamentos. No enredo, o cerrado brasileiro é destacado e representado pelo senhor Pequizeiro. Uma peça que fala de respeito à fauna e flora e também da importância de preservação do bioma e do meio ambiente.

“É muito bacana ver que as crianças entendem. E que podemos transmitir conhecimentos por meio da arte, principalmente em escolas sem verbas”, coloca o ator e interprete do índio Paranoá, Emabô Klaus.

Atenção especial para os bebês

A dupla Gisele Tressi e Bernardo Ouro Preto também sabe passar a arte, sem pretensões, a não ser a de educar. Formadores da cia brasiliense Dukontra, há cinco anos os atores se apresentam para crianças, adultos e até para bebês. “Quando nosso bebê nasceu, surgiu a ideia do espetáculo De Fraldas pro Ar, uma peça educativa para pais, filhos e até para os bebês”, conta a atriz Gisele Tressi, ex-mulher do parceiro Bernardo. O espetáculo foi apresentado em mais de 30 escolas do Distrito Federal  e conquistou o público com a história da dupla de palhacinhos que, após um casamento peculiar, se encanta ao se tornar pai e mãe. 

O importante é transmitir conhecimento
 
Ator, diretor e palhaço, o mineiro radicado em Brasília José Regino, 52 anos, dedicou a vida para a arte do bem, da educação, que não mede esforços e nem o retorno financeiro quando o assunto é transmitir conhecimento. 
 
“Levar peças educativas para as escolas, praças e ruas faz parte da minha ideologia. E considero o público infantil o mais delicado de todos. Além das crianças serem sinceras, elas são exigentes e inteligentes”, coloca o diretor. 
 
À frente da cia teatral Celeiros das Antas, ele já perdeu as contas de quantos espetáculos apresentou. A companhia trabalha há 23 anos com uma linguagem educativa, experimental, direcionada para a linguagem cômica, da arte do palhaço.
 
Às vezes por meio de editais, às vezes com dinheiro do próprio bolso, o lema da companhia é não medir esforços para a arte. 
 
“Fazemos teatro para transmitir uma mensagem. É isso que nos motiva. E não nos restringimos só às crianças. Falamos para adultos, idosos, sempre respeitando e adaptando a linguagem para cada tipo de plateia”, frisa, com orgulho. 
 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado