João Rodrigues
Especial para o Jornal de Brasília

A literatura fantástica é um mundo mágico que atinge o coração de diversos leitores-fãs de um dos gêneros literários que mais crescem no País. E acaba gerando novos escritores, que querem dar continuidade a magia criada pelos clássicos.
Um deles é a estudante Amanda Vaz Ciabotti, moradora de Ceilândia, que acaba de entrar no terceiro ano do Ensino Médio. Com 17 anos, a jovem é a autora de Amarantha – Diário dos Sonhos.
Na obra, a personagem Amarantha Comuwel é uma Guardiã dos Sonhos, que deve ajudar as Almaislins, responsáveis por levar os sonhos para os humanos. Porém, ela está prometida a Donnavan, o Senhor das Sombras, que ameaça seu reino.
Gosto pelo surreal
Em entrevista ao JBr., a escritora prodígio fala sobre o livro, influências e inspirações. Desde pequena, os pais de Amanda a incentivam a ler. A jovem acabou tomando gosto especial pelos livros de ficção que “se ligam ao surreal”. “Como acontece na série Harry Potter”, compara.
A estudante recorda que sempre teve o costume de se perder na magia dos livros. “Depois de ler alguma coisa, levava um tempo para voltar à realidade”, lembra. Daí veio o desejo de se tornar uma escritora. “Queria mostrar a magia que me toca na leitura, e também tocar outras pessoas”, explica.
Sua inspiração para o primeiro livro vem do real e do imaginário. Em algumas noites, Amanda anotava tudo que se lembrava do sonho antes de voltar a dormir. Outros trechos vieram de medos pessoais vividos por ela.
Um deles era o de lançar o livro e ninguém querer ler. Amanda lembra que teve de superar o medo para escrever a parte final da obra – quando Amarantha (que significa Amanda em latim) vence a representação dos temores da escritora retratada na figura do vilão.