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Viva

Sul-coreano vem a Brasília para participar da Bienal

Arquivo Geral

16/04/2014 7h00

Renata Noiar

Especial para o Jornal de Brasília

 

Fenômeno na internet, Murong Xuecun é hoje um dos autores chineses mais celebrados do momento. O sul-coreano Kim Young-ha já conquistou todos os principais prêmios de seu país. Ambos vêm pela primeira vez ao Brasil para participar da segunda edição da Bienal Brasil do Livro e da Leitura, mais precisamente do seminário A Literatura que Vem do Oriente, que acontece hoje, às 18h30, no Espaço Bienal Auditório Nelson Rodrigues. Angel Bojadsen (SP) e Tae Suzuki (DF) também fazem parte da mesa.

Cultuado na China, Murong Xuecun ficou famoso por sua luta em defesa da livre expressão já que tem conseguindo burlar a forte censura daquele país, que analisa todos os livros antes da edição. O escritor tem usado a internet para garantir a divulgação de sua obra. Ele publica os capítulos separados, sob diferentes pseudônimos e, com a internet, consegue atingir mais de 8,5 milhões de seguidores no Weibo, o equivalente chinês ao Twitter.

Sua literatura é considerada picante, violenta e niilista, discorrendo sobre as contradições da vida humana. Publicado online em 2002 e, em seguida, editado na mídia impressa, Leave Me Alone: A Novel of Chegdu já vendeu mais de um milhão de exemplares. A obra foi traduzida para o inglês, francês, alemão, português e vietnamita.

Globalização

Kim Young-ha conquistou seu espaço no cenário literário da Coreia da Sul falando sobre as emoções e desafios do jovem sul-coreano num mundo cada vez mais globalizado. O livro de estreia do autor, Eu Tenho o Direito de Me Destruir, de 1996, ganhou o prestigiado prêmio Munhak-dongne , sendo traduzido para diversos idiomas. 

Em 2004, venceu os principais prêmios literários de seu país, com o romance Flor Negra, no qual conta a história verídica de mais de mil imigrantes coreanos tratados como escravos ao serem vendidos para o México em 1905.

A obra do escritor tem servido de fonte de inspiração para cineastas conterrâneos – dois de seus cinco livros já foram adaptados para o cinema e um terceiro está a caminho.

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