Raquel Martins Ribeiro
Especial para o Jornal de Brasília
Após os dez primeiros dias do Curso Internacional de Verão de Brasília, alunos efetivos da Escola de Música (602 Sul), veteranos dos cursos de verão, analisam as aulas em 2015. É o caso de Marília Nóbrega, de 23 anos que, há cinco, dedica-se exclusivamente ao estudo do violoncelo. “Esse é o segundo curso do qual eu participo. O primeiro aconteceu na Escola Fazendária e é perceptível a diferença estrutural, que lá é bem melhor”, afirma.
Para Marília, as diferenças negativas são reflexos dos cortes de gastos e das incertezas que quase levaram o curso a não acontecer. “Os alunos que estão no alojamento, estão sem jantar, e isso pra mim é inaceitável. O Civebra nunca foi assim, não que eu me lembre”, critica. E completa: “A diferença é que esse ano as coisas foram feitas com menos organização, algo meio que de última hora.”
Importância
De qualquer maneira, a violoncelista reconhece a importância do curso para sua carreira. “São duas semanas de muito trabalho e dedicação. Mas o crescimento com certeza é real. A pessoa sai daqui vendo seu instrumento de outra forma”, afirma.
Segundo a aluna, o grande ganho de as aulas passarem a ocorrer na própria escola são as melhorias realizadas na estrutura e que ficarão para usufruto da escola. Um benefício duradouro, que os alunos aproveitarão durante todo o ano letivo. “Já observei algumas reformas e é bom saber que elas serão duradouras e que vão ficar. Principalmente os filtros novos, porque era um sofrimento. Isso vai engrandecer ainda mais o nosso espaço de estudo”, acredita.
Já para Rhuan Costa, carioca residente em Brasília há cinco anos, apesar de as condições estruturais inferiores, o que importa é a troca de experiências com os professores e os colegas da classe de contrabaixo. “Além dos fundamentos básicos, nós aprendemos a visão artística e a profissional do instrumento. Posso absorver toda a vivência dos outros músicos”, comenta.