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Viva

Só com música de qualidade

Arquivo Geral

27/07/2013 11h00

A nova edição do projeto Todos os Sons, do Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Esportivos Sul), terá como atração principal o baiano Tom Zé e a brasiliense Ellen Oléria, grande vencedora do reality show global The Voice Brasil. A música vai rolar solta amanhã, a partir das 17h.

 

Além de apresentação do Duplo Click, formado pelos guitarristas, violonistas e compositores Toninho Maya e Edilênio Souza, o show de abertura ficará por conta da banda local Sexy Fi, cujas faixas são marcadas pela cultura de Brasília. 

 

Temas brasilienses

Ouça Roriz 2010, um deboche musical ex-governador da cidade, ou Plano: Pilotis, o retrato de um relacionamento afetado pelo transporte público do Distrito Federal (disponíveis no www.soundcloud.com/sexyfi) – dois casos em que a banda, transforma o cotidiano do Planalto Central em pós-rock suave e sedutor. 

 

A relação dos músicos com a cidade, alguns dos quais já se conheciam da banda indie Nancy, a prévia encarnação do Sexy Fi, é multifacetada. Camila Zamith, vocalista, morou em Brasília, onde formou o Sexy Fi, mas mudou-se para São Paulo e continuou tocando o projeto virtualmente. “Para mim a cidade chega a ser claustrofóbica, mas os outros músicos gostam. Não há poluição, não há indústria, há uma falta de opção e um isolamento natural da forma como a cidade foi projetada que incentivam a criação de um trabalho”, conta. 

 

Dilma, Niemeyer e Lucio Costa têm lugar nas letras de Nunca te Vi de Boa, lançado no ano passado, mas a essência do Sexy Fi é tão atrelada a Brasília quanto ao intercâmbio virtual que origina as músicas. 

 

Na internet

Durante a criação do disco, Camila já morava em São Paulo e compôs com o guitarrista João Paulo Praxis via e-mail. Trechos de melodias tomaram corpo, ganharam letras e arranjos até a cantora passar dias esporádicos em Brasília para concretizar as músicas com Praxis, Ivan Bicudo (guitarra e teclados, Diogo Saraiva (baixo) e Márlon Tugdual (bateria).

 

O resultado é uma leitura quase bossa nova de pós-rock com influências de jazz e world music.

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