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Samba no Banquinho embala o Dia do Amor no Parque da Cidade

Arquivo Geral

18/08/2014 10h28

Cada um leva seu banquinho, sua bebida, petiscos e se junta a um grupo animado, composto por músicos renomados e anônimos, para desfrutar de uma tarde alegre, onde o soberano é o samba de raiz. Iniciado há mais de um ano, o projeto Samba no Banquinho tem atraído cada vez mais amantes do ritmo. A edição de agosto teve um significado ainda mais especial: celebrar o Dia do Amor. 

A festa acontece no terceiro domingo de cada mês,  no estacionamento 10 do Parque da Cidade, começa às 14h e só acaba quando o sol se põe. Segundo Irlan Rezende, coordenador do projeto, a roda de samba começou com uma turma de amigos. “Sou carioca, músico e, consequentemente, amante do samba. Convidei inicialmente dez ou 15 colegas para tocarmos. Pedimos para o público trazer seus banquinhos porque não há estrutura no parque. Na 1ª edição reunimos 40 pessoas. Hoje passam cerca de 300 pessoas por aqui”, afirmou.

A  cabeleireira Cida Almeida,  40 anos, foi pela primeira vez ao evento. “Estou gostando muito. O clima é animado e as pessoas são tranquilas, vêm para se divertir, sem brigas ou confusão. Dessa vez, vim despreparada e não trouxe um isopor com bebidas e petiscos”, comenta.

Sempre presente

A operadora de telemarketing Narjara Cristina, de 35 anos, é frequentadora assídua do samba. “Só deixei de vir a uma edição. Gostei tanto que convidei a família inteira. Trouxemos banquinhos e três isopores com bebidas. Nesse calor não pode faltar né?”, brinca.

Ederson Oliveira, professor de história, 43 anos, foi convidado por um dos músicos. Ele garante que os artistas também se divertem. “Eles tocam sem compromisso, não há um contrato e por isso não existe pressão”, diz. 

Sensibilidade e diversão no mesmo espaço

A estudante Camila Carvalho, 18 anos, levou o namorado, o estudante Carlos Castro, 22, para conhecer o projeto. “Eu adoro o Samba no Banquinho e moro aqui perto. Quando ouço os primeiros acordes já desço para acompanhar”, afirma Camila. “Minha namorada falava muito desse samba, mas eu nunca tinha conseguido vir. Hoje, deu certo e estou adorando. Iniciativas como essa, que incentivam a propagação da música popular brasileira de qualidade, devem ser incentivadas” completa o rapaz.

Solidariedade

A iniciativa não é somente diversão. Desde abril, o grupo apadrinha o projeto Corrente do Bem Amor e Doação, que ajuda pessoas com doenças graves na arrecadação de medicamentos, roupas, fraldas e alimentos. A parceria funciona assim: durante o samba, Leila Santos, líder do programa, monta um stand com doces. Cada pessoa que leva uma doação ganha um. E quem não tiver doações também pode adquirir um doce pelo valor simbólico de R$ 1. “Cada um contribui com o que pode, aceitamos qualquer ajuda. Desde o apadrinhamento do projeto, em abril, o número de doações aumentou. É uma parceria que tem dado certo”, afirmou Leila.

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