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Viva

Retrato bem intimista

Arquivo Geral

15/03/2013 12h33

Camila Maxi

camila.maxi@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Em forma de documentário poético, Francisco Brennand, dirigido por Mariana Brennand, promove um delicioso mergulho na vida do seu tio-avô, o recluso escultor que dá nome ao título. O espectador é levado a um misterioso universo, presente em um templo repleto de esculturas de cerâmica, situado no bairro da Várzea do Capibaribe, em Recife.

 

A princípio, nota-se que a sabedoria do artista plástico é tão imensa quanto sua solidão. E tão extensa quanto a lista de mulheres que passaram por sua vida.

 

A câmera passeia por seu santuário, onde Brennand vive há mais de 40 anos, enquanto ele faz explicações de algumas peças. Mas o filme alcança seu ponto alto quando o artista explora suas pinturas, que retratam sua paixão por mulheres de belas silhuetas.

 

Diários

É possível entender melhor sua vida quando recortes de fotografias e trechos de gravações antigas entram em cena. Destaque para as narrações de seus diários, feitas pela atriz Hermila Guedes.

 

O filme venceu dois prêmios na 36ª Mostra de Cinema em São Paulo, em 2012: o Prêmio Itamaraty de melhor documentário e o de melhor filme da Abraccine.

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