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Referência Galeria de Arte realiza mostra inédita de Francisco Galeno

Arquivo Geral

29/05/2014 10h00

Nesta quinta (29), às 18h, no Museu Nacional dos Correios de Brasília, abre ao público a mostra Galeno: Uma nova direção, que traz a mais recente produção do artista Francisco Galeno, concebida em sua terra natal, Parnaíba, Piauí, seu assumido recanto poético, local onde fixou seu novo ateliê. Com curadoria de Ralph Gehre, a exposição que desembarca em um dos mais importantes espaços dedicados à arte na capital federal traz a Brasília os trabalhos inéditos do artista. No dia da abertura, o curador da exposição realizará um passeio comentado pelo Museu. Com patrocínio dos Correios e apoio da Aplique Imóveis, a mostra fica em carta até o dia 27 de julho, com visitação de terça a sexta, das 10h às 19h, e sábados, domingos e feriados, das 12h às 18h. O Museu Nacional dos Correios fica no Setor Comercial Sul, Quadra 4, Bloco A, Edifício Apolo, Asa Sul, Brasília (DF).

Galeno: uma nova direção retira o artista de sua zona de conforto, uma vez que tendo sempre produzido seu trabalho em Brasília, a partir de suas referências de origem, Galeno agora estaciona sua Rural Willys, em Parnaíba, diretamente no lugar onde de fato tudo começou. Em 2012 ele trocou Brazlândia (DF) por Parnaíba (PI), sua cidade de infância, e passou a produzir seu trabalho sob a verdadeira ótica familiar dos objetos e serviços que sempre ocuparam seu imaginário. 

A arte de Galeno é conceitual, mas está enraizada na história de sua infância. Em suas próprias palavras: “na minha arte não entra um prego que não seja carregado de história afetiva”, ressaltando que sua arte conceitual não é fria, abstrata ou cerebral, mas sim o diálogo com a fonte popular. Ele não apenas incorpora os objetos que lhe servem de fonte de inspiração, como também envolve os artistas locais na produção de suas obras: artesãos, rendeiras e serralheiros locais participam da produção dos componentes que são utilizados em seus trabalhos. E terminada a criação ele a expõe em seu atelier para que seja vista pela comunidade, como se estivesse em uma galeria, num generoso gesto de solidariedade.

Galeno é um dos mais importantes personagens da história artística da capital. Seu trabalho é como a síntese dos viveres candangos, da cultura que veio de fora para construir a capital, tomando posse da cidade e tornando-a sua. A arte popular, folclórica e da infância transmuta-se em seu trabalho como fina arte, que ocupa o terreno habitado por seletos acadêmicos e teóricos.

Para esta mostra, Galeno traz um novo grupo de pinturas que confirma o aprimoramento de seu vocabulário pictórico.  Há também toda uma produção voltada aos objetos – lamparinas e bilros – e também à junção de novos elementos, como os barcos que fazem as funções de prateleiras e de altares.  Para Ralph Gehre, o curador da mostra, “a partir do próprio título”, Galeno “indica a disposição em assumir as consequências que tal ímpeto determina na produção de seu trabalho, mudando de direção, escolhendo retornar às origens”. Ralph afirma, ainda, que “o traço inequívoco de Francisco Galeno marca cada escolha, cada gesto, independentemente do suporte por ele utilizado, de tal forma que a mínima afinidade permitirá reconhecer sua autoria em cada uma das obras”.

Com esses novos elementos, que agora passam a integrar o vocabulário artístico, Galeno decalca um projeto de arte sobre um meio de vida. “A canoa, a escuna, a balsa, o navio, cascas flutuantes tão familiares às comunidades ribeirinhas, graças às quais se cumprem as fainas de pescadores, os passeios e viagens de famílias, as diversões e alegrias dos festejos – resume em um único elemento todas as possibilidades de uso e escala, da miniatura, do brinquedo, da maquete, até ser ele mesmo, o objeto original, transmutado em arte”, completa Ralph.

 

Serviço:

Galeno: Uma nova direção

Curadoria: Ralph Gehre

Realização: Referência Galeria de Arte

Abertura: 29 de maio, às 18h

Com passeio comentado com Ralph Gehre

Local: Museu Nacional dos Correios

Setor Comercial Sul, Quadra 4, Bloco A

Edifício Apolo, Asa Sul, Brasília (DF)

Telefone: (61) 3213-5076

Em cartaz até: 27 de julho

Visitação: De terça a sexta, das 10h às 19h

Sábados, domingos e feriados, das 12h às 18h

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