Raquel Martins Ribeiro
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Lá fora, os realities shows são responsáveis por vários sucessos da música mundial atual. Desde que participou do X Factor UK, a boy band adolescente One Direction se tornou um dos maiores fenômenos do pop dos últimos anos. Vencedora da primeira edição do American Idol, em 2002, a cantora Kelly Clarkson também ganhou fama ao redor do mundo. O reality gringo, aliás, está no ar no canal pago Sony com sua última temporada, após 14 edições. No Brasil, três talentos mirins da capital sonham com a fama e fazem bonito no The Voice Kids, exibido pela Globo aos domingos.
As brasilienses Nicole Luz, de 13 anos, e Luísa Costa, 12, conquistaram os jurados na primeira fase do reality, e conseguiram se classificar para a segunda etapa. No último domingo, Nicole, que ganhou os jurados com a canção That’s What Friends are For nas audições às cegas, foi a escolhida de Ivete Sangalo para permanecer na competição. A cantora mirim venceu a conterrânea Bell Lins, de 15 anos, que também havia se classificado para a segunda etapa. “Já estava muito feliz apenas por estar no palco. Ter vencido a batalha me deixou ainda mais feliz”, explica Nicole Luz, de Sobradinho, que canta desde os oito anos.
A próxima a subir ao palco do programa é Luísa Costa, que roubou a cena com um clássico de Frank Sinatra, Fly Me to the Moon, em ritmo de reggae, na sua primeira aparição. “Torço para todos, mas em especial para a Luísa, que também é de Brasília e é mais uma a representar nossa cidade”, completa Nicole, que já se prepara para a próxima apresentação. “Ensaio todos os dias, pensando nos arranjos e na performance. Quero passar sentimento para as pessoas”, conclui.
Fôlego após os 15 minutos de fama
Grupo que ganhou a primeira edição do reality Popstar, exibido pelo SBT em 2002, o Rouge explodiu em todo o País com a canção-chiclete Ragatanga, vendendo mais de 6 milhões de discos. As ex-integrantes da banda, que se desfez em 2005, postaram nas redes sociais um vídeo em que aparecem cantando juntas, deixaram os fãs em polvorosa com a possível volta do grupo.
Próximo de estrear sua terceira edição, o programa global SuperStar também revelou sucessos. Os paulistanos da Banda Malta chegaram a vender mais de 2 milhões de discos com seu primeiro álbum, lançado em 2014.
Celeiro de talentos
Além da brasiliense Scalene e da carioca Suricato, que mesmo sem vencer o reality, vêm colhendo os frutos da participação no programa. “Tivemos a possibilidade de mostrar o nosso som. Para quem tem um trabalho autoral como o nosso, essa é uma grande oportunidade”, ressalta Guilherme Schwab, um dos integrantes da Suricato.
Guilherme afirma que o reality foi um divisor de águas na trajetória da banda e que, independentemente da colocação que alcançarem, todos os participantes saem ganhando. “O Brasil é um celeiro de bandas autorais que só precisam de espaço para mostrar sua sonoridade. O programa faz com que você chegue a um público que talvez não alcançaria de outra maneira”, considera.
Saiba mais
Os representantes da capital federal vêm conquistando lugar de destaque nesse tipo de reality, mostrando que Brasília é um celeiro de artistas de todos os segmentos musicais.
O The Voice Brasil, por exemplo, já apresentou ao público nacional cantores como Thaís Moreira, Pedro Eduardo, Brícia Helen e Ellen Oléria, que venceu a primeira edição do programa.