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Viva

"Tem alguém me ouvindo?"

Arquivo Geral

11/10/2013 8h00

Sem comunicação, com pouco oxigênio e reduzidas chances de sobrevivência. É numa situação desesperadora na solidão do espaço sideral que o longa-metragem Gravidade  se desenvolve.

 

Com direção de Alfonso Cuarón, o filme é uma emocionante montanha-russa existencialista protagonizada por Sandra Bullock, numa de suas melhores performances. Ela interpreta a Dr. Ryan Stone, uma astronauta que se recupera da morte da filha e que se vê à deriva no espaço depois que uma chuva de detritos acaba com a estação que ela e seu parceiro (George Clooney) trabalhavam.

 

O roteiro poderia render um bom terror (ou até um drama). O resultado, contudo, não se prende a um gênero e consegue, com competência, agradar quem gosta de blockbuster e aqueles que procuram um filme com mais conteúdo.

 

Direção

 

Versátil e talentoso, Cuarón (E Sua Mãe Também, Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban) voltou a lançar um longa após um hiato de sete anos. A espera valeu a pena. O mexicano, que assina o roteiro do filme com seu filho, Jonás, prova que sabe fazer cinema – independentemente de qual seja o projeto. Ele conduz o longa com maestria, criando momentos impecáveis.

 

A fotografia é bela e assustadora, com cenas que alternam entre o balé suave dos astronautas em órbita e tomadas de ação que, de tão tensas, tiram o fôlego de quem assiste.

 

A tecnologia 3D, neste caso, serve a um propósito e ressalta o realismo das situações vividas pela personagem. Após um espetacular plano-sequência inicial de mais de 17 minutos, Cuarón nos presenteia com uma série de sequências de ação. Em diversos momentos, aliás, em cortes de mestre, a câmera passa a ser os olhos de Ryan, o que eleva a tensão e faz com que o espectador viva cada momento como se fosse a própria.

 

Saiba Mais

 

Para recriar movimentos em gravidade zero, o cineasta inventou guindastes especiais para levantar os atores.

 

O filme teve consultoria da Nasa e é repleto de cenas detalhistas e extravagantes.

 

O filme custou US$ 80 milhões para ser produzido.

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