Sempre vou viver como kamikaze. É isso que me faz ficar de pé”. A frase da eterna Elis Regina ainda ecoa forte em suas músicas. Densa e apaixonante, a cantora gaúcha, do alto de seus 1,54 m de altura, virava uma gigante ao dominar os palcos com sua voz e personalidade únicas, capazes de emitir a maior das tristezas e momentos de felicidade extrema com a mesma força. A artista despontou na década de 1960, conquistando o País, que a eternizou como uma de suas maiores artistas.
Após temporada em São Paulo e no Rio de Janeiro, o espetáculo Elis, A Musical chega agora a Brasília. Aclamado pela crítica e pelo público, o musical foi criado com o intuito de celebrar o furacão da MPB por meio de recortes de suas vivências e vasta obra. Em cartaz, amanhã, às 21h, e na sexta-feira, às 17h30 e 21h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental). A montagem é dividida em dois atos, um turbilhão de emoções e 51 canções, algumas em vinheta. Misturando o lúdico ao mágico, o musical revive composições como Arrastão, Águas de Março, Fascinação, Aos Nossos Filhos, O Bêbado e o Equilibrista, Madalena, dentre tantos outros clássicos da cantora.
Fortes emoções
Nos palcos, Elis Regina é interpretada por Laila Garin. Após dois meses e meio de ensaios de oito horas diárias e pesquisas intensas, a atriz fala sobre a emoção de subir ao palco para interpretar a Pimentinha, apelido carinhoso dado pelo amigo Vinicius de Moraes. “Sou atriz, mas sempre estudei canto lírico. O Nelson (Motta, um dos autores do texto) conhecia meu trabalho e me chamou para um teste. Na época, estava fazendo o musical Gonzagão. Fiz o teste e competi com mais ou menos 200 pessoas. Me sinto lisonjeada de ter sido escolhida para viver a artista”, conta a atriz, em entrevista ao Jornal de Brasília.