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"Branco Sai, Preto Fica" vence Festival de Brasília

Arquivo Geral

24/09/2014 7h35

Noite de glória para o cinema brasiliense. O grande vencedor do 47° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é Branco Sai, Preto Fica, de Adirley Queirós, que levou para o telão do Cine Brasília (106/107 Sul) uma crítica política contundente à capital do País e ao preconceito contra os moradores de Ceilândia. Mistura de documentário e ficção científica, o longa ganhou outros dois prêmios, melhor direção de arte e ator. 

“A realização do filme só foi possível porque a equipe inteira estava entregue de forma visceral. Era fundamental para a gente que esse filme fosse exibido em Brasília, onde existe um apartheid social”, disse um emocionado Adirley. O longa ganhou o Candango e R$ 250 mil. O prêmio de melhor ator foi para Marquim, protagonista do filme ceilandense, que ficou paralítico após ser vítima de truculência policial no famoso baile black Quarentão, na década de 1980.

O Pernambucano Brasil S/A ganhou cinco candangos, dentre eles, melhor filme e melhor direção para Marcelo Pedroso. 

No total, foram exibidos mais de 60 filmes inéditos e distribuídos R$ 625 mil em prêmios na noite de encerramento, que fechou com chave de ouro com a exibição de Cabra Marcado para Morrer, em homenagem ao documentarista Eduardo Coutinho, morto no início deste ano.

RESULTADO OFICIAL

 

MOSTRA COMPETITIVA DE FILMES DE LONGA-METRAGEM

 

Melhor filme (R$ 250.000,00) – Branco sai. Preto fica, de Adirley Queirós

 

Melhor filme pelo júri popular (R$ 50.000,00) – Sem pena, de Eugenio Puppo

 

Melhor direção (R$ 30.000,00) – Marcelo Pedroso, por Brasil S/A

 

Melhor ator (R$ 15.000,00) – Marquim do Tropa, por Branco sai. Preto fica

 

Melhor atriz (R$ 15.000,00) – Dandara de Morais, por Ventos de Agosto

 

Melhor ator coadjuvante (R$ 10.000,00) – Renato Novais de Oliveira, por Ela volta na quinta

 

Melhor atriz coadjuvante (R$ 10.000,00) – Élida Silpe, por Ela volta na quinta

 

Melhor roteiro (R$ 15.000,00) – Marcelo Pedroso, por Brasil S/A

 

Melhor fotografia (R$ 15.000,00) – Gabriel Mascaro, por Ventos de Agosto

 

Melhor direção de arte (R$ 15.000,00) – Denise Vieira, por Branco sai. Preto fica

 

Melhor trilha sonora (R$ 15.000,00) – Mateus Alves, por Brasil S/A

 

Melhor som (R$ 15.000,00) – Pablo Lamar, por Brasil S/A

 

Melhor montagem (R$ 15.000,00) – Daniel Bandeira, por Brasil S/A

 

MOSTRA COMPETITIVA DE FILMES DE CURTA-METRAGEM

 

Melhor filme (R$ 35.000,00) – Sem coração, de Nara Normande e Tião

 

Melhor filme pelo júri popular (R$ 25.000,00) – Crônicas de uma cidade inventada, de Luísa Caetano

 

Melhor direção (R$ 15.000,00) – Nara Normande e Tião, por Sem coração

 

Melhor ator (R$ 10.000,00) – Zé Dias, por Geru

 

Melhor atriz (R$ 10.000,00) – Maeve Jinkings, por Estátua!

 

Melhor roteiro (R$ 10.000,00) – Gabriela Amaral Almeida, por Estátua!

 

Melhor fotografia (R$ 10.000,00) – Beto Martins, por Loja de répteis

 

Melhor direção de arte (R$ 10.000,00) – Juliano Dornelles, por Loja de répteis

 

Melhor trilha sonora (R$ 10.000,00) – Piero Bianchi, Vinícius Nunes e Mateus Alves , por Loja de 

 

Melhor som (R$ 10.000,00) – Fábio Baldo, por Geru

 

Melhor montagem (R$ 10.000,00) – Nara Normande e Tião, por Sem coração

 

TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DF – MOSTRA BRASÍLIA

 

Melhor longa-metragem – Branco Sai. Preto Fica, de Adirley Queirós

 

Melhor curta-metragem – Crônicas de uma cidade inventada, de Luísa Caetano

 

Melhor direção – André Luiz Oliveira, por Zirig Dum Brasília – A Arte e o Sonho de Renato Matos

 

Melhor ator – Marquim do Tropa, por Branco Sai. Preto Fica

 

Melhor atriz – Klarah Lobato, por Querido Capricórnio

 

Melhor roteiro – Fáuston da Silva, por Ácido Acético

 

Melhor fotografia – Dani Azul, por Meio Fio

 

Melhor montagem – Guille Martins, por Branco Sai. Preto Fica

 

Melhor direção de arte – Luiz Fernando Skopein, por À Mão Armada

 

Melhor edição de som – Guille Martins e Camila Machado, por Branco Sai. Preto Fica

 

Melhor captação de som direto – Francisco Craesmeyer, por Branco Sai. Preto Fica

 

Melhor trilha sonora – Renato Matos, por Zirig Dum Brasília – A Arte e o Sonho de Renato Matos

 

Melhor longa-metragem pelo júri popular – Zirig Dum Brasília – A Arte e o Sonho de Renato Matos, de André Luiz Oliveira

 

Melhor curta-metragem pelo júri popular – Ácido Acético, de Fáuston da Silva

 

PRÊMIO MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES: Zirig Dum Brasília – A Arte e o Sonho de Renato Matos, de André Luiz Oliveira

 

PRÊMIO CANAL BRASIL: Sem coração, de Nara Normande e Tião

 

PRÊMIO EXIBIÇÃO TV BRASIL: Branco sai. Preto fica, de Adirley Queirós

 

PRÊMIO ABRACCINE

 

Melhor filme de curta-metragem: Estátua!, de Gabriela Amaral Almeida

 

Melhor filme de longa-metragem: Branco sai. Preto fica, de Adirley Queirós

 

PRÊMIO SARUÊ: Branco sai. Preto fica, de Adirley Queirós

 

PRÊMIO VAGALUME

 

Melhor filme de curta-metragem: Crônicas de uma cidade inventada, de Luísa Caetano

 

Melhor filme de longa-metragem: Ventos de Agosto, de Gabriel Mascaro

 

PRÊMIO CONTERRÂNEOS: Zirig Dum Brasília – A Arte e o Sonho de Renato Matos, de André Luiz Oliveira

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