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Quero Matar Meu Chefe 2 é continuação exagerada

Arquivo Geral

04/12/2014 7h00

Eles estão de volta ainda mais estabanados. Os atrapalhados e “sem culhões” Dale Arbus (Charlie Day), Kurt Buckman (Jason Sudeikis) e Nick Hendricks (Jason Bateman) se juntam novamente em Quero Matar Meu Chefe 2, de Sean Anders. Desta vez, o propósito é mais ousado: abrir o próprio negócio e dispensar de vez a figura “chata” do chefe.

O longa-metragem arranca boas gargalhadas do público. Não tem como não rir dos planos mirabolantes do trio que sempre acabam em desastre. Diferentemente do primeiro filme, no entanto, a continuação peca, e muito, nos excessos.

Na trama, Dale, Kurt e Nick parecem ter descoberto o segredo para fazer sucesso. Ao lançar um chuveiro totalmente esquisito, eles chamam a atenção de poderosos empresários e resolvem abrir uma empresa. Quando o negócio parece deslanchar, o trio sofre um golpe de um investidor (Christoph Waltz), que prometera bancar o negócio. A partir daí, a confusão piora. Para pagar a dívida contraída, bancam um ato desesperado: sequestrar o filho do tal investidor, interpretado por Chris Pine.

O roteiro é divertido e prende a atenção dos espectadores que curtem comédia besteirol. Mas a quantidade desnecessária de piadas e o excesso de palavrões passa dos limites na metade final do longa. Infelizmente, os personagens estão ainda mais canastrões.

Aniston rouba a cena

Com uma atuação impecável, “sem forçar”, Jennifer Aniston volta a ficar morena para interpretar a dentista ninfomaníaca Julia Harris. As cenas com Aniston são, de fato, hilárias. Pena que a sua participação é pequena.

A personagem promove encontros de autoajuda para ninfomaníacos e dá em cima de Nick (Bateman) ao supor que ele é gay enrustido.

Trama

Mas o foco da trama é mesmo o trio de comediantes e seu antagonista, o psicopata Rex Hanson (Pine). O filho do investidor fará de tudo para acabar com os personagens em nome de dinheiro.  Humor politicamente incorreto, capaz de provocar risos nervosos até em “takes” de assassinatos.

A verdade é que a sequência deixa a desejar. Principalmente para quem assistiu ao primeiro longa-metragem. Mas vale à pena conferir caso a sua motivação for dar risadas descompromissadas. Sem contar o fato de o tema ser bastante interessante. Que atire a primeira pedra quem nunca teve vontade de se vingar de um chefe mala.

Saiba mais

O chefe mais odiado do primeiro filme, Dave Harken (Kevin Spacey), e o marginal Dean “FDP” Jones (Jamie Foxx) também estão no filme.

Os personagens dos dois atores traçam um contraponto engraçado com o trio de trapalhões protagonistas.

O diretor da comédia, Sean Anders, substitui Seth Gordon, que comandou o primeiro filme, em 2011.

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