A música tem o poder de espantar os males, conduzir emoções, produzir alegrias, agitar e entristecer. Dentre as muitas emoções que ela provoca, também estão a de relaxamento e lazer. Em Brasília, muita gente busca atividades musicais como válvula de escape.
Para relaxar se divertindo, a opção é participar de uma batucada sem compromisso. Toda quinta, das 19h às 22h, acontece a Oficina de Percussão com o Grupo Patubatê, no Colégio Sigma (606 Norte). Em aula, são trabalhados ritmos brasileiros com instrumentos convencionais, como pandeiro e bateria.
“As pessoas aprendem a tocar vários ritmos, do samba ao funk”, comenta o percussionista Léo Barbosa. Ele avisa: “Não precisa saber tocar, nem ter instrumento. Quem chega, aprende aos poucos. Dá gosto de ver o pessoal entrando na festa”.
Cerca de 50 pessoas comparecem às aulas. Além de trabalhar a musicalidade de cada um, a oficina também permite o exercício dos movimentos e melodia. O aulão acontece desde 2009, e possui alunos fiéis. “As pessoas procuram a oficina como uma terapia. Elas vêm do trabalho, super cansadas, mas acabam entrando no ritmo, se esquecendo dos problemas”, conta.
Sem regras
Durante as aulas, ninguém se prende a um só instrumento. Não há regras. Basta entrar no ritmo e se incorporar ao coro percussionista. O objetivo é formar um bloco carnavalesco, com direito a DJ, composição de arranjos e muita folia. “Pretendemos fazer uma ressaca de Carnaval”, planeja.
Desde pequeno
Os pequenos também têm vez quando o assunto é se aventurar nas notas musicais. A Universidade de Brasília (UnB) oferece aulas de musicalização infantil para a comunidade, dividindo as aulas por idade. A partir dos três meses de vida, já é possível entrar na brincadeira.
De bateria a ensaio aberto ao público
Há 11 anos, a cantora Célia Porto participa do projeto de musicalização para crianças na UnB, que é pioneiro em Brasília. “Toda criança ama música. Elas estão ligadas ao som”, destaca. “Motiva-se a expressividade. Nem todos serão músicos, mas sim musicalizados”, pontua a professora.
Samba comunitário
De um bate-papo entre os sambistas Fio de Castro e Mario Mitre, surgiu a Bateria Furiosa DF. A princípio, eles queriam montar uma bateria de escola de samba para apresentações no Estádio Nacional durante a Copa das Confederações. A ideia era reunir e ensaiar pelo menos 12 ritmistas para assistir aos jogos cantando e tocando. O evento acabou virando um ensaio aberto ao público, com direito a surdos, caixas de guerra, repiniques, tamborins, chocalhos e agogôs. O grupo se apresenta toda terça à noite no estacionamento 10 do Parque da Cidade.
Serviço
Musicalização Infantil na Universidade de Brasília (UnB) – Aberto à comunidade. No Departamento de Música da UnB (Asa Norte). Informações: 3107-1087. Para crianças a partir de três meses.
Oficina de Percussão com o grupo Patubatê – Toda quinta, a partir das 19h. No Sigma (606 Norte). Inscrições pelo e-mail: contato@patubate.com. Informações: 7813-2945. Classificação livre.
Bateria Furiosa DF – Terça, às 19h30. No estacionamento 10 do Parque da Cidade (Asa Sul). Entrada franca. Informações: 9981-6461 e 9836-9826. Classificação livre.