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Projeto leva dança do ventre de graça para mulheres do Varjão

Arquivo Geral

10/06/2014 16h57

As mulheres do Varjão têm uma oportunidade única para aprenderem a milenar dança do ventre e usufruírem de todos os benefícios que essa arte traz para o corpo e a mente. Até o final de agosto, a dançarina e professora Thais Padma dará aulas para as interessadas no Centro de Convivência do Idoso, na Quadra 5 conjunto A. Tudo isso de graça e para mulheres de todas as idades.

O projeto é exclusivo para moradoras do Varjão. A proposta inicial era oferecer o curso a 20 mulheres, mas devido à grande procura, hoje recebe mais de 40 alunas. As aulas acontecem todas as segundas, quartas e sextas-feiras. O projeto é realizado com patrocínio do Fundo de Apoio a Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura do Distrito Federal. Ao final do curso será realizada uma apresentação com direito a figurino completo e maquiagem.

“Existem diversas formas de se usufruir das maravilhas que seu corpo é capaz de lhe oferecer e uma das minhas preferidas é dançar”, conta Padma. O que mais a impulsionou para a realização do projeto foi a vontade de levar arte e cultura às mulheres de baixa renda que dificilmente encontram oportunidades para a prática de esportes, especialmente, a dança do ventre.

Durante a divulgação, feita pela própria professora com panfletos na comunidade, muitas mulheres se animam para as aulas, mas em seguida questionam se podem participar por estarem acima do peso ou devido à idade. Padma lembra que “não existe o corpo certo ou errado. Cada ser deve se sentir bem e encontrar o prazer em viver no corpo que é seu e sempre será”.

Além de todos os benefícios que as atividades físicas proporcionam aos seus praticantes, a dança do ventre é uma forma de expressão do feminino, da sensualidade e do prazer através do próprio corpo, contribuindo para elevar a autoestima, ressalta Padma. E contribui para desenvolver a sensibilidade artística, a criatividade e a consciência corporal de suas adeptas.

Experiência – Formada em educação física, Thais Padma é professora de dança do ventre desde os 16 anos. Ela fez uma turnê de um ano e seis meses dançando em países árabes como Líbano, Dubai, Abu Dhabi e Bahrain. De volta ao Brasil em 2013, Padma sentiu a necessidade de passar para frente o aprendizado adquirido ao longo dos anos e intensificado durante a viagem. Especialmente, para as pessoas que teriam menos chance de acesso à dança. Foi daí que surgiu a ideia do projeto no Varjão.

“Foi um divisor de águas na minha vida. Eu sabia que ao voltar para o Brasil minha rotina teria que ser diferente, principalmente a minha relação com a dança. Enquanto no exterior a dança foi performance, palco, público, aqui ela é, sobretudo, arte, cultura e educação”, relata.

Durante cinco anos, Padma deu aulas regulares para funcionárias e servidoras da Universidade de Brasília (UnB). Ela recorda que as alunas mais interessadas eram justamente as que tinham os menores salários, moravam mais longe e tinham poucas oportunidades de praticar alguma atividade física ou artística. “É o tipo de trabalho que me estimula e revigora. É um prazer ver a transformação que a dança proporciona na vida daquelas mulheres”, conta.

Dança – A dança do ventre tem sua origem em regiões do oriente médio e da Ásia como Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia.  Seus movimentos eram utilizados em rituais de fertilidade capazes de ajudar as mulheres na hora do parto. O início da prática também é comumente relacionado aos rituais primitivos dedicados à Grande Mãe.

Os movimentos sinuosos, repletos de rotações e ondulações, trazem uma série de benefícios para a saúde, como o enrijecimento da musculatura, melhora da flexibilidade e aumento da resistência física. Além de melhor a autoestima, a coordenação motora e combater o estresse, também é eficaz no alivio de cólicas, ajuda a regular o ciclo menstrual e melhora o funcionamento do aparelho digestivo e rins.

Campanha – O projeto ganhou uma campanha para a arrecadação de lenços para os quadris. Em menos de um mês, 24 lenços já foram arrecadados. Contudo, eles ainda não são suficientes para atender a todas as alunas. Por isso, quem tiver interesse em  contribuir, basta deixar no Instituto de Cultura Árabe Brasileira (Icab), que fica na SCRN 706/707 Ed. Fearab, Bloco D, sala 101 – Asa Norte ou mandar um e-mail para thaispadma@yahoo.com.br.

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