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Programação imperdível a preço popular no CCBB

Arquivo Geral

13/01/2015 7h30

Clara Camarano
Especial para o Jornal de Brasília

Em 1970, os cineastas de Hollywood esbanjaram criatividade. O resultado foi o “boom” do cinema, que até hoje resplandece nos famosos clássicos cinematográficos cultuados por gerações. Esta semana, uma mostra vai proporcionar aos cinéfilos de plantão contato direto com 30 produções desta década iluminada. E o melhor: a preço popular de R$ 4. De amanhã a 9 de fevereiro, Easy Riders – O Cinema da Nova Hollywood vai transformar o Centro Cultural  Bando do Brasil (Setor de Clubes Esportivos Sul) em um reduto do que há de melhor na sétima arte daquele período.

Na programação, filmes como os clássicos O Poderoso Chefão (1972), de Francis Coppola; Tubarão (1975), de Steven Spielberg; e Taxi Driver (1976), de Martin Scorsese.

Quem também está na lista é Noivo  Neurótico, Noiva Nervosa (1977), de Woody Allen, um dos responsáveis pela ascensão de Woody Allen. O longa conta a história  de um judeu humorista recém-divorciado (Allen), que se apaixona por uma cantora em início de carreira (Diane Keaton). Em 1978, faturou cinco Oscar: melhor filme, diretor, ator, atriz e roteiro original. Em cartaz no CCBB a partir do dia 4 de fevereiro, às 20h30.

Quem não se lembra da assustadora trilha sonora de Tubarão? O sucesso de bilheteria de 1975, nos Estados Unidos, não foi por acaso. A produção, que mistura terror e suspense, acrescentou ingredientes inéditos à história de perseguição a um tubarão que começa a matar crianças no litoral, aterrorizando turistas e moradores. O filme conquistou os brasileiros, levando mais de 13 milhões de pessoas aos cinemas. A  primeira exibição  acontece  dia 23, às 20h30.

 

Inspiração

Para contextualizar, e saber aonde beberam os clássicos de 1970, produções dos anos 1960, como Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas (1967), de Arthur Penn; O Bebê de Rosemary (1968), de Roman Polanski; e Sem Destino (1969), de Dennis Hopper, também vão poder ser conferidas.
 

Presidente Kennedy foi diferencial

Segundo o curador da mostra, Francis Vogner, a ideia do projeto é ressaltar os clássicos que mudaram a linguagem do cinema norte-americano e do mundo.

“Essas produções passaram a ter uma linguagem mais realista, que mostra a perda da inocência da  imagem. Um dos grandes marcos do cinema feito naquela época foi a morte de John Kennedy. Quando a TV mostrou o tiro que atingiu a cabeça do ex-presidente, o cinema também passou a ousar e apostar numa linguagem mais realista”, explica o curador, em entrevista ao Jornal de Brasília.

 

Estética diferenciada

Motivo pelo qual ele escolheu a dedo cada um dos filmes clássicos a serem exibidos na mostra. “Também vamos mostrar os filmes precursores da década de 1960. Você pode observar que são filmes que ressaltam mais o close-up. Houve uma mudança de toda a estética naquela época”, finaliza.

 

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