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Produções de baixo-orçamento ganham destaque em mostra que começa nesta terça

Arquivo Geral

23/10/2012 10h18

Andréia Castro
andreia.castro@jornaldebrasilia.com.br

 

Poucos recursos financeiros, ausência de técnicos experientes e desprovidos de equipamentos de ponta. A Mostra de Cinema B.O. (Baixo Orçamento), que começa hoje na Caixa Cultural, dá destaque a um tipo de produção audiovisual que gera cada vez mais curiosidade e interesse no público, não o de blockbusters hollywoodianos, mas espectadores ávidos por consumir cinema independente.

Realidade de muitos cineastas brasilienses, os filmes de baixo orçamento ganham incentivo e espaço, mais que merecido, na primeira edição da mostra, que acontece até quinta-feira, contando com júri técnico e popular, numa premiação que soma mais de R$ 20 mil.

A plateia não irá encontrar carinhas conhecidas de atores da Rede Globo, mas corre sérios riscos de ser arrebatada por narrativas surpreendentes. “São produtores e diretores que fazem filme no peito e na raça, sem dinheiro, mas que querem mostrar seu trabalho. A mostra é um reconhecimento a esse tipo de atitude e postura”, explica o coordenador do evento, Rodrigo Nunes.

A mostra competitiva é composta por filmes de curta-metragem, de cinco a 20 minutos, que custaram, necessariamente, menos de R$ 20 mil. “Às vezes, a produção parece ter custado bem mais do que isso. A contribuição de amigos e voluntários acaba sendo o diferencial quando o assunto é fazer cinema independente”, ressalta Rodrigo. A curadoria da mostra foi feita pelo crítico de cinema Pablo Villaça e do cineasta e professor de cinema Sérgio Moriconi.

Independentes
Com nove minutos, A-L-I-E-N-A-D-O-S, do brasiliense Péterson Paim, está entre os filmes selecionados. Na produção, alienígenas atrapalhados que dependem de gás carbônico para sobreviverem invadem a capital quando o Congresso Nacional aprova leis que, para a alegria extraterrestre, prejudicam o meio ambiente. Ao confundirem os monumentos da cidade com inimigos interplanetários, começam a destruir Brasília.

A sinopse divertida já prepara o espectador para uma experiência, no mínimo, inusitada. “O filme aborda a política e questões ambientais, mas de uma maneira mais leve. Foi feito para refletir, mas com tom de brincadeira”, revela Péterson, que além de cineasta, é também professor de química da rede pública.

O filme será exibido amanhã, no segundo dia da mostra, e custou pouco mais de R$ 1 mil para ser feito. “Contei com a ajuda de muita gente: voluntários, amigos e até alunos ajudaram na realização”, afirma o diretor. Ele aprova a criação da nova mostra na cidade. Segundo ele, já estava mais do que na hora de os filmes de baixo custo receberem o devido reconhecimento.

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