O caminho da felicidade nem sempre é aquele mais convencional. O que dizer de um profissional de escritório de seguros que abandona tudo em nome dos sonhos e da satisfação pessoal. Phillip Sales encontrou a música quando criança, época em que ganhou uma pequena gaita e passou a levá-la para todos o lados. Artista independente que largou o emprego para viver de música, ele agora quer aprimorar suas apresentações.
Ele descobriu qual era sua vocação, mas precisou adiá-la em nome da carreira tradicional. Há 11 meses, largou tudo e resolveu começar do zero. “Minhas primeiras apresentações foram instrumentais, sempre tocando nas ruas. Tem dias que consigo tirar R$ 400 em quatro horas, por exemplo”, conta o músico.
No repertório de Phillip, tem espaço para o rock internacional, folk music e country. Estilos que combinam com sua voz e o sotaque americanizado ensaiado. A playlist estrangeira visa autenticidade e originalidade. E dá certo. Apesar de ter estudado apenas três meses em escolas de música, o artista aprendeu muita coisa por conta própria.
“Toco U2, Beatles, Ray Charles, músicas dos anos 1950 até 1980. Quando vejo alguma dificuldade na hora de interpretar uma canção, fico pensando qual é o som e como ele foi feito, para depois tentar reproduzir. Leio as músicas internacionais, como são pronunciadas”, explica.
À primeira vista, deixar tudo para trás em nome da música assusta os mais céticos. Sem contar a família, que sempre fica em estado de choque. Com Phillip, não foi diferente. O músico teve dois impulsos ao encarar a vida de artista independente. “A primeira reação foi notar o sentimento de fracasso que tive em todos os meus empregos. A segunda vez foi quando pedi demissão no trabalho para encarar a vida de artista de uma vez por todas”.
Cantando em Brasília
Segundo ele, o cenário de Brasília é bem limitado se comparado ao de São Paulo, por exemplo, mas tem potencial para crescer rapidamente. “Vejo a cena musical de Brasília como sendo meio ‘ctrl C, ctrl V’. Os artistas daqui não apresentam muita criatividade. Mas isso vale para todo o País“, critica.