Panapanã – Teatro para Bebês, é o resultado do projeto de pesquisa com o título “A Arte do Não Alcançar” contemplado com o Prêmio de teatro Myriam Muniz.
Na cena, o ator e diretor de teatro, mestre em arte pela Universidade de Brasília, José Regino, idealizador do projeto, vivencia as limitações físicas dos bebês, suas ações e reações, traduzindo em gestos e ações físicas as experiências adquiridas na observação de crianças se relacionando com o seu dia a dia, com objetos fora do seu alcance e ambientes que desafiavam suas escalas de tamanho.
Bebês acompanham o clima à sua volta, basta observar, quando o ambiente está alegre eles ficam mais participativos e despertos, quanto a tristeza, o comportamento é o mesmo. Choram ao ouvir o choro de outras crianças e com o tempo aprendem a consolar quem está triste – do jeitinho deles, oferecendo um brinquedo ou a mamadeira. Dizem os pesquisadores que é uma ferramenta evolutiva, criam empatia com o grupo aumentando as chances de sobrevivência.
É da natureza do ser humano agir pela curiosidade, o querer ver aquilo que lhe é semelhante, o que lhe desperta a atenção. Com os bebês não é diferente, ao nos colocar diante deles utilizando gestos típicos do seu cotidiano como se esconder, esforçar-se para alcançar algo, reagir as sensações do ambiente. Eles logo se detém a observar com curiosidade e atenção.
O tempo de pesquisa nas creches foi para recolher ações e reações, pequenos comportamentos com os quais a maioria dos bebês se identificassem, para depois em sala de ensaio organizá-las em sequências, construindo pequenas narrativas sobre coisas e situações reconhecíveis pelos bebês. Com essas ações criamos o universo da personagem Zambelê, que está o tempo todo descobrindo o mundo a sua volta. Essas pequenas narrativas foram testadas em creches públicas e particulares de Brasília.
Essa é a segunda montagem do Grupo Celeiro das Antas, dirigida ao público de bebês (6 meses a 4 anos), seguindo os princípios que deram origem a primeira montagem do grupo, Alma de Peixe – Teatro para bebês, que teve sua estreia em maio de 2009.
Curiosidade
Panapanã – palavra indígena que designa revoada de borboletas.
FICHA TÉCNICA
Concepção, Roteiro e Direção: José Regino e Hyandra Lo
Em cena: Zé Regino
Trilha Sonora original: Rogério Pereira
Iluminação e Cenografia: José Regino
Figurinos: José Regino e Luziaria Oliveira
Animações: João Angelini
Operação de Luz e Projeção: João Veloso
Produção: João Veloso
Serviço:
Panapanã – Teatro para Bebês
Data: 02 a 10/08 – Sábado e domingo
Horário: 11h
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00
Classificação indicativa: Indicado para crianças de 6 meses a 4 anos.