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Viva

O jogo de atuação de Benedict Cumberbach

Arquivo Geral

05/02/2015 6h30

Para que um ator demonstre qualidade, basta apresentar versatilidade em seus personagens. A personalidade marcante que Benedict Cumberbach imprimiu ao personagem Khan em Star Trek – Além da Escuridão é notável. O fato de ele ter se entregado completamente ao papel de Alan Turning no inspirador O Jogo da Imitação merece ainda mais mérito. O longa tem a atuação mais completa, complexa, vívida e estranha já realizada por Benedict.

O cineasta norueguês Morten Tylum, do intenso Headhunters, conduz o filme com uma edição de filme britânico televisivo, lembrando, às vezes, a estética redonda de O Discurso do Rei. O roteiro não-linear, que mistura presente, passado e futuro, deixa o longa com um ritmo interessante, nos instigando a acompanhar a transição de acontecimentos.  

Adaptar histórias reais é sempre complicado, o roteirista precisa estar atento ao contexto histórico em que os personagens ambientam. O Jogo da Imitação narra eventos do término da Segunda Guerra, quando um grupo de criptógrafos recebe a tarefa de desvendar o Enigma, máquina usada pelos nazistas que registrou todos os ataques ordenados pelo país.

Turning (Cumberbach) é um brilhante matemático contratado pelo governo norte-americano para solucionar a tal máquina. A vida do personagem é mostrada aos poucos. A medida que a trama avança, mais sabemos o porquê da introspecção do protagonista, característica que o ator desenvolve com naturalidade.

Marlen Tylum apresenta o tipo de filme que os jurássicos da Academia mais adoram – filme histórico, convencional na direção, mas que transmite uma mensagem de superação. Material de Oscar.

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