Estreia hoje A Culpa é das Estrelas, um dos filmes mais aguardados do ano. Baseado no best-seller homônimo escrito por John Green, o filme aposta no drama para arrancar lágrimas da plateia. E aproveita o sucesso do livro para usar e abusar de clichês românticos. Na trama, dirigida por Josh Boone, a estrela em ascensão Shailene Woodley (Divergente) vive uma adolescente com câncer, que logo fica amiga de Augustus Waters, interpretado pelo adorável Ansel Elgort.
Eles se conhecem no grupo de apoio de pessoas com câncer. Tudo muito triste, trágico e pesado. Só que não.
O roteiro adaptado pela dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber acompanha, assim como o livro, o ponto de vista da protagonista em questão Hazel Grace que, assim como no livro, narra a própria história desde a descoberta da doença, que aconteceu quando ela tinha apenas 13 anos. A história tem uma abordagem despretensiosa, ambientando o público no universo adolescente. A ideia é deixar o peso da doença de lado para focar todos os seus esforços em aproveitar o real sentido da vida. É exatamente assim que o filme consegue fisgar o espectador, que torce pela heroína até o fim.
Artifícios
Os dois adolescentes vítimas de câncer se apaixonam perdidamente e partem em busca de aventuras que os façam se sentir vivos. Tudo isso abusando daqueles artifícios manjados que sempre fazem o espectador procurar o lencinho mais próximo, como overdose de câmera lenta e trilha sonora que alterna entre o romântico e o dramático.
Destaque para a participação de Willem Dafoe como o escritor favorito de Hazel Grace, Peter Van Houten, que toma conta do filme em seus poucos minutos em tela. A Culpa é das Estrelas é um romance bonitinho que cumpre o papel a que se propõe: derreter o coração até dos mais frios.
Saiba mais
O autor John Green levou pouco mais de dez anos para escrever o desfecho do livro que inspirou o filme. Ele também esteve presente em todo o processo da adaptação para os cinemas.