Menu
Viva

Novo livro de Ray Cunha traz 14 contos ambientados em Belém do Pará

Arquivo Geral

11/03/2014 8h30

Um mergulho suicida do arqueólogo Agostinho Castro nos abismos do Mundo das Águas, a confluência dos rios Amazonas, Pará, Tocantins e Guamá e o oceano Atlântico, que abocanham o arquipélago de Marajó”. Assim, o escritor nascido em Macapá, Ray Cunha, descreve o conto Na Boca do Jacaré Açu – A Amazônia Como Ela É (Ler Editora), que dá título ao seu novo livro, com lançamento marcado para amanhã, às 18h30, no Sebinho (406 Norte).

O livro, que conta com 14 contos ambientados em Belém do Pará, tem parte das histórias contadas no Ver-O-Peso, a maior feira livre da Ibero-América, “onde a Amazônia ferve para sempre”. Segundo o autor, a história que dá título ao lançamento é uma ficção mostrada em ambiente real. “O conto simboliza a morte e a Amazônia como elas são”, completa.

Agostinho representa o Jacaré Açú por ser perigoso, predador, em analogia ao grande réptil amazônico que atinge mais de seis metros de comprimento, chegando a pesar meia tonelada.

Jornalista e escritor desde 1971, Ray Cunha é autor de outras oito obras. Grande parte das histórias de seus livros tem a Amazônia como  tema. “Mas não isso não quer dizer que estou preso ao assunto”, avisa.

Dentre os outros títulos do autor estão A Grande Farra (1992) e A Caça (1996), obras ficcionais que se passam em Brasília.

Momentos autobiográficos

Inspirado por vários escritores como Antoine de Saint Exupéry, Ernest Hemingway, Gabriel García Márquez, Machado de Assis, entre outros, Ray Cunha trata sempre de misturar ficção com traços autobiográficos. “É um paradoxo. O que nós, escritores, fazemos é autobiográfico porque criamos, demos luz àquilo. Contudo, a realidade carnal não existe, é limitada”, filosofa.

O autor vive em Brasília, onde possui um blog (raycunha.blogspot.com) em que compartilha suas obras, trabalhos jornalísticos e eventos.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado