Os filmes mais recentes da franquia que antecedem O Exterminador do Futuro – Gênesis, que estreia hoje nas telonas, são O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas e O Exterminador do Futuro – Salvação. No primeiro, aproveitaram o fôlego de Arnold Schwarzenegger, que ainda mantinha uma aparência semelhante ao dos primeiros filmes. O que não aconteceu no último filme lançado, quando o ator aparece apenas em uma montagem mal feita de efeitos especiais. Produtores escalaram Christian Bale para viver John Connor em Salvação e descartaram referências às viagens no tempo. Gênesis desconstrói todos os eventos cronológicos da franquia. O longa explica o uso e as consequências das viagens temporais. Apesar de tudo isso, o novo filme não é um remake.
O Exterminador do Futuro – Gênesis retrata um mundo pós-guerra nuclear, época em que as máquinas ascenderam ao poder e quase aniquilaram toda a humanidade. Alguns sobreviventes dos ataques nucleares se escondem ou lutam na Resistência, liderados por John Connor. Ao notar que estavam tendo sucesso em destruí-los, Skynet manda para o ano de 1984 um exterminador T-800 para matar Sarah Connor, antes mesmo de John nascer.
Outro rumo
Para proteger sua mãe, o líder manda Kyle Resse. Todos esses eventos são familiares para o público, porém a história toma outro rumo quando Kyle descobre que uma máquina protege Sarah desde pequena. Com direção de Alan Taylor (Thor: O Mundo Sombrio), o filme marca o retorno de Schwarzenegger que, ao contrário do seu personagem icônico, está bem mais velho. O filme justifica esse acontecimento com o discurso de que o tecido envelhece, mas a máquina não. “Velho, mas não obsoleto”, diz em cena o exterminador de Schwarzenegger, que também funciona bem como alívio cômico.
Efeitos especiais e 3D
Ao recriar a cena da chegada do T-800, o filme mostra um Schwarzenegger mais novo e no auge do seu porte físico. Para isso, repetiram a fórmula de uma montagem em CGI, já realizada em Salvação. A diferença aqui é a qualidade, que agora é excepcional. A semelhança é crível e assustadora.
No início, ao mostrar o mundo apocalíptico, o 3D é uma ferramenta utilizada com muitos méritos, mas no decorrer do filme cai num marasmo sem fim.
O Exterminador do Futuro – Gênesis funciona perfeitamente como um filme de entretenimento e, por mais que não seja genial como o roteiro dos dois primeiros longas da franquia, é bem melhor do que seus antecessores mais recentes. Quem é fã, ficará satisfeito com o resultado.