Uma volta à febre das discotecas no Brasil. Calças bocas de sino, telefones com extensão, disco de vinil e jovens que transitam do hippie dos anos 1970 para o glamour dos anos 1980. Época do final da ditadura e início da abertura política, cenário que despertava nos jovens a vontade de ir às ruas gritar e protestar, sonhando com a liberdade. Retratada no ano de 1978, esse é o ambiente da nova novela das 18h da TV Globo, Boogie Oogie, que estreia hoje.
A boate onde se passa a trama do folhetim chama-se Boogie Oogie. Na vitrola, a disco music ecoa os ídolos daquele momento, como Alicia Bridges e seu I Love The Nightlife, Bee Gees e Gloria Gaynor.
Dramalhão
Na trama, um trágico acidente aéreo dá o tom dramático ao primeiro capítulo. No dia de seu casamento com Sandra (Isis Valverde), Alex (Fernando Belo) faz as vezes de herói ao salvar o piloto Rafael (Marco Pigossi) de uma tragédia de avião. Rafael, noivo de Vitória (Bianca Bin), consegue sobreviver, mas Alex morre ao socorrê-lo. Assim começa a história escrita pelo autor moçambiquense Rui Vilhena. A direção geral é de Ricardo Waddington e Gustavo Fernandez.
Vidas cruzadas
No meio da tragédia, as vidas de Sandra e Vitória se entrelaçam de forma surpreendente. Elas não sabem, mas foram trocadas na maternidade por Susana (Alessandra Negrini), motivada por ciúmes e pela história de amor frustrada com seu ex-amante, Fernando (Marco Ricca). Todos os ingredientes para um novelão daqueles estão na trama.
Mocinhos e vilões
Na pele da protagonista Sandra, Isis Valverde chega a gravar 13 horas por dia. “Já fiz papéis que cresceram, mas nunca peguei uma protagonista em novela. É um presente”, explica Isis.
Depois de interpretar a malvada Catarina, em Lado a Lado (2013), Alessandra Negrini volta como a antagonista Susana. “Ela não tem nada da Catarina. Aliás, nem a considero uma vilã. Ela é uma menina romântica, que acreditou nas falsas promessas de um grande amor ainda muito nova. Espero que o público se identifique. Ela foi traída, tem raiva e muita dor no peito”, conta a atriz.
“É sem dúvida uma novela em que as pessoas vão torcer muito pelos mocinhos. Temos os vilões e os grandes protagonistas. Em alguns momentos, inclusive, esses antagonistas podem acabar virando protagonistas. É quando o público poderá torcer por eles”, diz em tom enigmático o diretor-geral e de núcleo Ricardo Waddington.
» A repórter viajou a convite da Globo